As operações de resgate foram retomadas nesta sexta-feira (28) na região entre o Nepal e o Tibete, na China, atingida por uma avalanche devastadora na última quarta (26).
Lista completa
- Colapso glacial: o fenômeno que causou a enchente repentina na fronteira entre Nepal e Tibete.
- Novas imagens de satélite mostram extensão do colapso de geleira no Nepal; veja.
- Permafrost: degelo de solo congelado pode ajudar a explicar desastre no Nepal.
Número de mortes triplica no desastre do Nepal e chega a 469.
Os trabalhos haviam sido suspensos por algumas horas devido ao transbordamento de um lago formado por uma barreira natural.
As equipes voltaram à região depois que as condições permitiram a retomada das buscas.
A enchente atingiu a região do rio Bhote Koshi, perto da passagem de Gyirong, um importante ponto de ligação entre o Nepal e o Tibete. A enxurrada carregou água, lama, pedras e blocos de gelo por vales do Himalaia.
Estradas e pontes foram destruídas, dificultando o acesso das equipes de emergência às áreas mais afetadas.
A região também é frequentada por turistas e peregrinos que seguem em direção ao Monte Kailash e ao lago Manasarovar, no Tibete. Por isso, entre os desaparecidos há centenas de estrangeiros.
No Nepal, autoridades registraram pessoas de países como Índia, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá entre os que ainda não foram localizados.
O desastre ocorreu durante a temporada de monções, período marcado por chuvas intensas no Nepal. Especialistas avaliam que o colapso de uma geleira pode ter desencadeado a sequência de eventos que levou à enchente.
O aquecimento do Himalaia tem aumentado a preocupação com o derretimento de geleiras e a formação de lagos que podem romper barreiras naturais, embora ainda não seja possível atribuir diretamente a tragédia desta semana às mudanças climáticas.