Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

ONU quer investigação de crimes em massa no Haiti, após novo massacre

Nos arredores da capital, 47 pessoas foram assassinadas na noite de domingo, algumas queimadas vivas; líder da ONU diz que é momento de intensificar esforços de

3 min de leitura
ONU quer investigação de crimes em massa no Haiti, após novo massacre

Nos arredores da capital, 47 pessoas foram assassinadas na noite de domingo, algumas queimadas vivas; líder da ONU diz que é momento de intensificar esforços de negurança nacionais e internacionais; relatório de direitos humanos revela que 87% dos estupros registrados no último trimestre foram coletivos.

Nesta terça-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o mais recente ataque de gangues no Haiti, nos arredores da capital Porto Príncipe, que teria deixado pelo menos 47 mortos na noite de 23 de agosto.

Suspeita-se que 22 pessoas podem ter sido executadas nas dependências de uma igreja onde haviam buscado abrigo.

Em mensagem transmitida por seu porta-voz, Stephane Dujarric, o líder da ONU declarou que os ataques incessantes de gangues reforçam a necessidade urgente de intensificar os esforços de segurança, tanto haitianos quanto internacionais.

O secretário-geral reiterou seu apelo para que as autoridades garantam a responsabilização dos autores de tais ataques, inclusive por meio das unidades judiciais especializadas, criadas recentemente com apoio internacional para investigar crimes em massa.

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, relatou que o ataque marca uma onda de violência na comuna de Kenscoff, no Departamento do Oeste.

Na noite de domingo, grupos armados atacaram o local, situada a cerca de 15 km de Pétion-Ville, onde estão localizados muitos escritórios da ONU e algumas instituições governamentais.

Muitas pessoas, incluindo crianças, morreram neste ataque, sendo que algumas teriam sido queimadas vivas. Casas e locais de culto foram incendiados. Também houve relatos de operações com drones.

Muitas famílias fugiram de Kenscoff em busca de segurança em áreas vizinhas, mas outras ficaram presas em suas casas durante a violência ou viraram reféns.

Também foi divulgado nesta terça-feira o relatório trimestral da ONU sobre a situação dos direitos humanos no Haiti.

O documento revela que a violência sexual perpetrada por gangues armadas persistiu, com pelo menos 796 vítimas de estupro de abril a junho. A maioria dos casos, 87%, consistiu em estupros coletivos, isto é, cometidos por múltiplos autores.

Paralelamente, nesse mesmo período, pelo menos 81 pessoas foram sequestradas por gangues para a exigência de resgate, sendo 63% no departamento do Oeste e 27% no departamento de Artibonite.

Além disso, as gangues continuaram envolvidas no tráfico e na exploração de crianças, forçando-as a participar de atividades criminosas.

O documento afirma que as operações das forças de segurança ajudaram a conter o avanço de gangues na região metropolitana de Porto Príncipe. Essa situação levou ao deslocamento de algumas desses grupos criminosos para outras áreas que, por sua vez, registraram um aumento significativo da violência armada.

Além disso, a violência das gangues também se intensificou no departamento de Artibonite e se espalhou para o departamento do Sudeste. A situação permaneceu tensa no departamento do Centro devido à presença contínua de gangues, particularmente em Saut-d’Eau e Mirebalais.

Em números

  • Nos arredores da capital, 47 pessoas foram assassinadas na noite de domingo, algumas q
  • E gangues no Haiti, nos arredores da capital Porto Príncipe, que teria deixado pelo menos 47 mortos na noite de 23 de agosto
  • Suspeita-se que 22 pessoas podem ter sido executadas nas dependências de uma
  • Na noite de domingo, grupos armados atacaram o local, situada a cerca de 15 km de Pétion-Ville, onde estão localizados muitos es

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Mundo