Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

ONU aprova resolução para corrigir representação do mundo nos mapas

Modelo amplamente utilizado remonta ao Século 16; ele contém distorção que amplia massas de terra mais distantes da linha do Equador e reduz regiões como África

3 min de leitura
ONU aprova resolução para corrigir representação do mundo nos mapas

Modelo amplamente utilizado remonta ao Século 16; ele contém distorção que amplia massas de terra mais distantes da linha do Equador e reduz regiões como África, América Latina e Sul da Ásia; proposta, que recebeu 164 votos favoráveis, se baseia em dados científica e reparação histórica.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por 164 votos favoráveis nesta sexta-feira uma resolução que pretende ajustar a forma como o mundo é representado nos mapas.

A proposta, intitulada “Corrija o mapa”, busca alterar a representação cartográfica global para mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo.

O texto afirma que a projeção de Mercator, concebida no século 16 para fins de navegação, continua sendo amplamente utilizada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

Esse modelo, no entanto, contém uma distorção que faz com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador sejam ampliadas e torna a África, a América Latina e o Sul da Ásia proporcionalmente menores.

O texto, aprovado na Assembleia Geral, argumenta que isso “perpetua uma visão desequilibrada do mundo”.

Nesse sentido, o texto afirma que corrigir distorções cartográficas de dimensões continentais constitui um ato “de justiça cognitiva e reparação memorial”, fomentando a compreensão mútua entre os povos.

A União Africana União adotou o modelo “Terra Igual”, uma projeção cartográfica que representa com mais precisão as dimensões de todos os continentes, particularmente a África.

A aprovação da resolução encoraja a adoção da “Terra Igual” por governos, organizações internacionais e outras entidades, favorecendo uma representação mais precisa das áreas reais dos continentes.

Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, país que lidera a iniciativa, declarou que a aprovação envia uma mensagem importante, de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”.

Robert Dussey adicionou que a decisão tomada nesta sexta-feira também reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção.

A resolução, que conta com apoio da União Africana, considera que os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

Além disso, o Pacto para o Futuro, adotado pelos Estados-membros da ONU em 2024, enfatiza a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Mundo
Mundo — imagem padrão
Mundo

Trump diz que guerra no Irã é 'fichinha' para os EUA

D. Vance, que se recusou a descrever o conflito como uma guerra. Entendo o que ele quis dizer", afirmou Trump em conversa com jornalistas na Casa Branca. "Eu chamo de 'conflito militar', porque é fichinha pra nós. Não é

Em Mundo