Forças houthis lançaram mísseis balísticos contra navio cargueiro deixando seis mortos; dois deles eram socorristas que tentavam evacuar a embarcação; chefe da Organização Marítima Internacional lamentou perda de vidas e disse que incidente abala ainda mais o transporte marítimo internacional.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, OMI, Arsenio Dominguez, lamentou o ataque mortal a um navio cargueiro no Mar Vermelho nesta terça-feira.
Segundo agências de notícias, seis pessoas morreram e 10 ficaram feridas após ataques com mísseis realizados pelas forças houthis, um grupo armado iemenita apoiado pelo Irã.
O Ministério dos Transportes do Iêmen informou que a embarcação foi atingida por três mísseis balísticos na costa de Al Mokha, causando um incêndio a bordo e resultando na morte de quatro tripulantes, três paquistaneses e um indonésio.
Mais tarde, a guarda costeira do Iêmen afirmou que um segundo ataque mortal com mísseis teve como alvo os socorristas que tentavam evacuar o navio, deixando dois deles mortos.
Os houthis alegaram ter atingido o navio porque ele transportava equipamento militar saudita. O grupo anunciou no mês passado um bloqueio naval aos portos da Arábia Saudita e começou a realizar ataques no Mar Vermelho.
Arsenio Dominguez disse que recebe com “tristeza e pesar” a notícia de que, mais uma vez, marinheiros inocentes perderam suas vidas em um “ataque indefensável” ao transporte marítimo internacional.
Ele ofereceu profundas condolências às famílias das vítimas.
Para o chefe da OMI, é particularmente preocupante que o ataque mais recente tenha ocorrido na região do Mar Vermelho e do Golfo de Áden.
Dominguez enfatizou que os marinheiros merecem ser protegidos e ter permissão para fazer seu trabalho com segurança.
Ele ressaltou que esses ataques contínuos ao transporte marítimo “só servem para aumentar as tensões e ameaçar as cadeias de suprimentos globais das quais todos dependem”.
O líder da agência da ONU pediu ainda a libertação imediata e incondicional de todos os marinheiros que continuam mantidos cativos, após ataques de pirataria na região do Mar Vermelho e do Golfo de Áden.
Fontes
Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.