O parto do século 21, ocorrido quando os aviões sequestrados pela Al Qaeda se chocaram contra as Torres Gêmeas, o Pentágono e o solo da Pensilvânia, foi dos mais dolorosos.
Raros, eventos catastróficos costumam servir bem à historiografia para definir eras.
No caso do 11 de Setembro, o dia encerrou a volta da vitória dos Estados Unidos após o colapso soviético, dez anos antes. O mundo róseo do "fim da história" desabou com os prédios.
O impacto foi sucedido por mais sangue, na forma da dita Guerra ao Terror, que redefiniu o conceito de vigilância global. Se você não entra em um avião com uma tesourinha de unha, pode colocar na conta de Osama bin Laden (1957-2011).
Da árvore desses detalhes para a floresta de um cipoal de observação que inclui satélites, câmeras de ruas, drones e uma infinidade de recursos cibernéticos, emergiu uma sociedade muito mais controlada.
O terror ainda falaria mais alto no início do embate. O ano de 2014 registrou o maior número de ataques na história, cerca de 17 mil, segundo o Índice de Terrorismo Global, do Instituto para Economia e Paz (Austrália).
Em 2025, foram pouco menos que 3. 000, 3% deles em países do Ocidente.
Em números
- O ano de 2014 registrou o maior número de ataques na história, cerca de 17 mil, segundo o Índice de Terrorismo Global, do Instit
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