O general sérvio-bósnio Ratko Mladic, de 84 anos, morreu nesta quinta-feira (27), informou a emissora de Belgrado Informer TV. Seu advogado confirmou a informação.
De acordo com a imprensa sérvia, ele morreu no centro de detenção da Organização das Nações Unidas (ONU), em Haia, na Holanda, após sofrer um AVC.
Em 2017, o general foi condenado à prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por genocídio.
O tribunal entendeu que ele foi o responsável pelo massacre dos 8. 000 muçulmanos em uma "zona de segurança" da ONU na Bósnia.
A matança em Srebrenica foi o desfecho de uma guerra que durou mais de três anos, durante a qual o general bombardeava diariamente a capital sitiada, Sarajevo, com a artilharia, tanques, morteiros e metralhadoras pesadas de seu exército nacionalista sérvio, matando 10.
Os corpos das vítimas de Srebrenica foram empurrados por tratores para valas comuns ao longo de quatro dias em julho de 1995; alguns foram posteriormente desenterrados e transferidos para áreas montanhosas remotas para ocultar as evidências dos assassinatos.
O objetivo, conforme determinado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) da ONU, era a "limpeza étnica" — a expulsão forçada de muçulmanos bósnios, croatas e outros não sérvios para liberar terras bósnias para uma "Grande Sérvia.
O tribunal concluiu que Mladic, juntamente com o falecido presidente sérvio Slobodan Milosevic e o líder político sérvio-bósnio Radovan Karadzic, integravam uma conspiração criminosa para executar esse plano.
Ao ser condenado à prisão perpétua em 2017, ele gritou: "Tudo isso é mentira, vocês são todos mentirosos.
Esta reportagem está em atualização.