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Moradores empilham objetos nas ruas de cidade atingida pelo terremoto na Colômbia

Já foram registradas mais de 250 mortes pelo tremor de segunda-feira (10)

3 min de leitura
Moradores empilham objetos nas ruas de cidade atingida pelo terremoto na Colômbia

Um dia depois de um dos maiores terremotos já registrados na Colômbia, a chegada a Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo sismo, provoca uma sensação de estranhamento.

O ar de normalidade, com pessoas caminhando pelas ruas e o comércio do centro a todo vapor, parece incompatível com a dimensão da tragédia e com os assustadores vídeos que circularam nas redes sociais após o tremor.

Mas, aos poucos, amontoados de gesso, concreto e poeira começam a aparecer em diferentes pontos das calçadas.

Ao percorrer alguns quarteirões, rachaduras ficam visíveis nas fachadas dos prédios. Em alguns pontos do centro, é possível ver partes de edificações que não resistiram ao terremoto e cederam.

A dimensão da tragédia, porém, fica mais evidente ao avançar por uma das principais avenidas da cidade, a Santander, e se aproximar de uma área conhecida como Milan.

Nesse local, prédios pequenos e grandes têm rachaduras extensas em diferentes partes de suas estruturas.

Uma sequência de edificações que perderam partes das fachadas ou das empenas (laterais de prédios) também evidencia os impactos do terremoto na região. Ao menos uma delas, observada pela Folha, desabou sobre o térreo, que ficou compactado.

O nome do prédio agora está praticamente à altura do chão e não há portas de entrada visíveis.

Na região da avenida Santander onde se concentram os estragos mais graves, o recém-empossado Abelardo de la Espriella caminhava, no meio da tarde desta terça-feira (11), ao lado da mulher, Ana Lucía Pineda.

Ele estava cercado por homens do Exército e seguranças que carregavam pastas à prova de balas. De tempos em tempos, parava para cumprimentar pessoas que estavam no local.

Mais cedo, o novo presidente colombiano viajou a Pereira, onde dezenas de mortes foram registradas em decorrência do tremor. No total, 254 mortes tinham sido contabilizadas até a noite desta terça, segundo a agência de notícias Reuters, a partir de balanço de autoridades.

Em alguns edifícios da área, as letras "DE" foram pintadas nas fachadas para indicar danos estruturais. Em frente aos prédios, grupos de voluntários varriam a poeira deixada pelos destroços, enquanto moradores retiravam móveis, colchões e roupas das edificações e os amontoavam nas calçadas.

Caminhões de mudança chegavam e saíam da região.

Um dos símbolos de Manizales, a catedral da cidade, também foi danificado pelo tremor, com o tombamento de uma de suas torres.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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