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Mundo Revisado por ULTRA AI

Mobilizada para emergência, Guarda Nacional dos EUA completa 1 ano Washington

Estudos já indicavam queda da violência antes do envio à capital das tropas federais por Trump

3 min de leitura
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Militares armados em estações de metrô, ruas do centro e pontos turísticos tornaram-se parte da paisagem de Washington. É comum ver integrantes da Guarda Nacional tirando fotos com turistas ou circulando pela cidade.

O que começou há um ano como mobilização anunciada pelo presidente Donald Trump para responder a uma suposta "emergência" de criminalidade virou operação de longo prazo, prevista até janeiro de 2029, mesmo diante de questionamentos sobre eficácia, custo e limites do uso das Forças Armadas na segurança pública.

A mobilização começou em 11 de agosto de 2025, quando Trump declarou a emergência e anunciou o envio de 800 integrantes da Guarda —número que depois cresceu para mais de 4.

500—, apesar de dados oficiais já apontarem redução da violência antes da chegada das tropas.

De um ano para cá, houve ainda registros de guardas que foram vítimas de violência. Em novembro, dois militares foram baleados em Washington; um deles morreu depois dos ferimentos.

Segundo as autoridades, o ataque foi cometido por um imigrante afegão que havia dirigido do estado de Washington até a capital.

O governo atribui à operação parte da melhora na segurança. Em balanço divulgado nesta semana, o US Marshals Service, um braço federal de aplicação da lei, afirmou que a força-tarefa, junto a agentes locais, realizou mais de 16 mil prisões, entre elas as de 35 suspeitos de homicídio e mais de 100 integrantes de gangues, além de apreender quase 2.

000 armas ilegais. Lauren Bis, porta-voz da Casa Branca, afirmou que a força-tarefa "reduziu o crime" e transformou Washington de uma cidade dominada pela criminalidade em um lugar seguro para moradores e visitantes.

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Uma análise do site The Trace, especializado em violência armada, mostrou que o número de baleados caiu 62% nos dois primeiros meses da operação, ante o mesmo período de 2024 —mas a queda já havia começado em meados de abril, quatro meses antes da chegada da Guarda.

Outro levantamento, do think tank progressista CAP (Center for American Progress), examinou Washington e outras cidades que receberam a Guarda e não encontrou efeito mensurável sobre crime violento, homicídios ou violência armada.

O estudo, de Chandler Hall, ressalta que a queda da violência antecede as intervenções de Trump: crimes violentos e homicídios já vinham em queda em cidades americanas em 2023 e 2024, e, em Washington, crimes violentos haviam atingido em 2024 o menor nível em três décadas.

Comparando a trajetória antes e depois da mobilização, o CAP não encontrou mudança significativa atribuível à Guarda —conclusão semelhante à de análise sobre homicídios em Washington, Los Angeles e Memphis.

Outro estudo, do Niskanen Center, think tank de Washington, encontrou, porém, evidências de efeito sobre um tipo específico de criminalidade: a chegada da Guarda esteve associada a redução de cerca de 24% nos crimes patrimoniais nos primeiros seis meses, mas sem efeito mensurável sobre crimes violentos —mesmo considerando que a criminalidade já estava em queda antes da operação.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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