O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (7) que não descarta a retomada das negociações de paz entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, mas ressaltou que ainda é cedo para definir quando e onde um novo encontro poderá ocorrer, apesar da intensificação dos contatos diplomáticos nos últimos dias.
A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, após a visita dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou e Kiev.
A dupla busca destravar as negociações para um acordo que encerre a guerra na Ucrânia.
Segundo Peskov, Moscou também não descarta uma conversa por telefone entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir os resultados da missão diplomática dos enviados.
O porta-voz afirmou, porém, que o Kremlin ainda não recebeu informações sobre as reuniões realizadas pelos representantes americanos com autoridades ucranianas em Kiev no domingo (6).
Ucrânia diz que propostas continuam construtivas.
Em uma publicação na rede social X, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que realizou uma reunião com a equipe de negociação após os encontros com os enviados do presidente dos EUA em Kiev.
Segundo Zelensky, foram realizadas três rodadas de negociações, com a participação de representantes do E3 — França, Reino Unido e Alemanha.
Ele acrescentou que também teve uma conversa reservada com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner para discutir os resultados do dia.
O mais importante é continuar trabalhando juntos, de forma ativa, para manter a diplomacia em andamento", escreveu.
O presidente ucraniano afirmou que as conversas abordaram as necessidades do país em defesa aérea, a cooperação tecnológica e o pacote de apoio necessário para o inverno.
Segundo ele, os parceiros internacionais sabem quais medidas podem produzir resultados antes da chegada da estação.
Zelensky disse ainda que as próximas etapas já estão sendo coordenadas e que novas reuniões e contatos diplomáticos estão sendo preparados. "As propostas da Ucrânia são construtivas e continuarão sendo", concluiu.
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