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Mundo Revisado por ULTRA AI

Keiko Fujimori vive lua de mel no Peru após eleição apertada

Presidente combina aumento de salários com discurso duro contra crime

6 min de leitura
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Keiko Fujimori chegou à Presidência do Peru por uma fresta. Menos de um mês depois da posse, governa como se tivesse recebido um mandato inequívoco. A candidata que venceu uma eleição apertada aparece agora com 60% de aprovação na pesquisa Datum e 57% na Ipsos.

A Datum constatou ainda que 62% dos peruanos estão otimistas com o futuro do país.

É uma lua de mel surpreendente para uma política que disputou quatro segundos turnos e carrega o peso do sobrenome Fujimori. Mas este início de governo ajuda a explicar parte desse entusiasmo.

Keiko começou oferecendo aos peruanos algumas das coisas que eles mais queriam ouvir. Anunciou que pretende aumentar o salário mínimo, dobrar o valor do programa destinado a idosos em situação de extrema pobreza e ampliar a presença das Forças Armadas no combate ao crime organizado.

Seu governo promete novos presídios de segurança máxima e prepara um pedido ao Congresso por poderes legislativos adicionais.

É uma combinação bastante reconhecível do populismo: redistribuição econômica de um lado, mão dura e promessa de ordem do outro. Mas seria simplista atribuir esta última apenas à herança de Alberto Fujimori.

Keiko responde a uma demanda real de uma sociedade que exige do Estado aquilo que ele há anos não consegue entregar: segurança e estabilidade.

O Peru atravessa uma grave crise de criminalidade, marcada sobretudo pelas extorsões. Nas três primeiras semanas do novo governo, foram registrados 121 homicídios, 93 deles cometidos com armas de fogo.

O "Plan Escudo", lançado com mais de 4. 000 policiais e militares para enfrentar as extorsões no transporte público, ainda não conseguiu mudar a sensação de insegurança.

Um quinto dos países que se democratizaram reelegeu ditadores ou seus filhos, diz pesquisador.

Modelo peruano blindou economia da crise política, mas não resolveu desigualdade.

Eleições são última chance para Peru escapar de autoritarismo legislativo, diz cientista político.

Existe outro elemento essencial para compreender a força com que Keiko começa a governar: a enorme rejeição popular ao Congresso. Às vésperas da eleição, cerca de 9 em cada 10 peruanos desaprovavam o Legislativo.

Nesse ambiente, conceder mais instrumentos ao Executivo pode parecer atraente não porque a população confie cegamente na nova presidente, mas porque confia ainda menos em quem deveria funcionar como seu contrapeso.

É nesse cenário que o populismo encontra terreno fértil. Uma presidente bem avaliada diante de instituições desacreditadas pode se apresentar como intérprete direta das angústias da população e oferecer soluções rápidas para problemas reais e complexos.

O eco histórico é inevitável. Alberto Fujimori construiu grande parte de sua popularidade no confronto com uma classe política e com instituições desprestigiadas.

Seria precipitado transformar essa semelhança em uma previsão sobre o governo da filha, mas tampouco faria sentido ignorá-la.

Depois de três derrotas presidenciais, Keiko finalmente encontrou um Peru disposto a lhe dar poder. O primeiro mês começa a mostrar o que ela pretende fazer com ele.

Quem é Fernando Cerimedo, o marqueteiro preso na Bolívia.

Dois homens vestidos de entregadores chegaram de moto a um hotel em Santa Cruz de la Sierra e dispararam três vezes contra a advogada Nadia Beller. Ela fingiu estar morta e evitou que eles continuassem atirando.

Assim, sobreviveu. Horas depois, a polícia boliviana prendeu no aeroporto um argentino que se preparava para embarcar para Buenos Aires: Fernando Cerimedo.

A Justiça determinou que ele passasse 180 dias em prisão preventiva, acusado de tentativa de feminicídio. Cerimedo nega ter sido o autor intelectual do crime.

O nome pode dizer pouco ao leitor brasileiro, mas Cerimedo, 45, ajudou a construir personagens que dizem muito. Estrategista digital, é um desses operadores que ficam atrás dos candidatos criando símbolos, narrativas e campanhas para as redes.

Foi importante na eleição de Javier Milei —é associado ao uso da motosserra como símbolo do libertário—, colaborou com o bolsonarismo e, mais recentemente, assessorava o presidente boliviano Rodrigo Paz.

No Brasil, ficou conhecido nos bastidores da tentativa de desacreditar a eleição de 2022. Depois da derrota de Jair Bolsonaro, fez uma longa transmissão para divulgar falsas suspeitas sobre as urnas eletrônicas.

Foi indiciado pela Polícia Federal na investigação sobre a tentativa de golpe, mas acabou fora da denúncia da PGR por falta de provas de que tivesse participado da trama.

Agora, o especialista em comunicação enfrenta uma história bem mais difícil de administrar. Beller, com quem manteve uma relação, acusa Cerimedo de ter ordenado o atentado.

Uma perícia no celular do argentino encontrou mensagens que, segundo a Promotoria, indicariam a coordenação do crime.

Cerimedo fez carreira ajudando políticos a controlar narrativas. Agora tenta controlar uma sobre a qual perdeu o domínio: a própria.

Cães tomaram conta de uma igreja em La Paz, na Bolívia, para receber a bênção de São Roque, considerado seu padroeiro. Na celebração, o padre Saúl Mamani aspergiu água benta sobre os animais e leu os nomes de cerca de cem deles.

São Roque é tradicionalmente representado ao lado de um cão que, segundo a tradição católica, o alimentou quando adoeceu durante uma epidemia de peste.

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ O último capítulo de "Cem Anos de Solidão" estreia nesta quarta (26) na Netflix, encerrando a saga da família Buendía e a adaptação da obra máxima do Nobel colombiano.

Elogiada pela crítica internacional, a série é parte das comemorações pelos 100 anos do nascimento de Gabo, em março de 2027.

FESTIVAL A tradicional FIL Guadalajara acaba de anunciar "26 en el 26", uma seleção de 26 romancistas contemporâneos em espanhol escolhidos entre mais de 200 nomes.

A lista é realmente latino-americana: há autores do México, Peru, Colômbia, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador, Cuba, Nicarágua, Venezuela, entre outros países.

A feira começa em 28 de novembro e vai até 6 de dezembro, na Expo Guadalajara, no México. Será a 40ª edição do evento, e a Itália será o país convidado de honra.

EXPOSIÇÃO "Cuerpos en Tránsito: Relatos de Mujeres Migrantes en la Frontera" está em cartaz no Museo Regional de la Araucanía, em Temuco, no Chile. A exposição foi construída em colaboração com mulheres migrantes e aborda temas como deslocamento, encontro entre culturas e construção de novas identidades —algo particularmente interessante em uma cidade que recebeu migrantes de diferentes partes da América Latina e do Caribe.

A mostra fica em cartaz até 17 de setembro.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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