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Itamaraty diz que faltam conversas para devolver canhão da Guerra do Paraguai

País vizinho voltou a pedir reapropriação do item, hoje exposto na praça 15, no centro do Rio de Janeiro

2 min de leitura
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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirma que faltam mais conversas diplomáticas para devolver o canhão El Cristiano, da Guerra do Paraguai, ao país vizinho.

A peça está no Museu Histórico Nacional, que fica na praça 15, no centro do Rio de Janeiro. A atualização da discussão foi divulgada pelo Itamaraty na quarta-feira (2), após uma reunião entre os chanceleres Mauro Vieira e Rubén Ramírez Lezcano.

Os dois se encontram em Montevidéu, à margem da 20ª Reunião do Conselho de Ministros da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração), a pedido do paraguaio.

De acordo com o governo brasileiro, os dois trataram dos principais temas da agenda bilateral, entre eles a negociação da tarifa da usina hidrelétrica binacional de Itaipu e questões relativas à hidrovia Paraguai-Paraná.

Ramírez suscitou a questão do canhão Cristiano, e Mauro Vieira informou não terem ocorrido, até o momento, as conversações diplomáticas necessárias para dar o tratamento adequado ao assunto.

Mauro Vieira convidou Ramírez a visitar o Brasil, em data ainda a ser acordada", diz, em nota, o Itamaraty.

O Paraguai já pediu outras vezes a reapropriação do canhão. Segundo diplomatas, o processo para isso é burocrático, com a exigência de análises da origem da peça e coleta de evidências.

A relação entre os dois países passou por um abalo em julho, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citar a Guerra do Paraguai durante uma visita a uma companhia de defesa em Jacareí (SP).

Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, certa vez, o Paraguai decidiu invadir o Brasil", disse o petista.

A menção ao conflito do século 19, o maior da América Latina e responsável por devastar o país vizinho, foi suficiente para que o governo paraguaio fosse pressionado por dias a tomar ações mais duras contra o governo Lula.

O episódio levou o país a emitir uma nota de repúdio ao embaixador brasileiro em Assunção.

O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, afirmou, logo após entregar a nota ao embaixador, que não queria estender a rusga com o país vizinho às vésperas das eleições de outubro.

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Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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