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Um misto de alívio e desalento espalhou-se pela Islândia no domingo, depois de o país ter votado “Não”, por curta margem, à retoma das conversações com a União Europeia sobre uma eventual adesão.
Muitos islandeses juntaram-se na capital, Reiquiavique, para acompanhar os resultados à medida que iam sendo divulgados durante a noite, com tanto os defensores como os opositores das negociações de adesão a celebrarem à medida que a contagem avançava.
Falando a partir de Reiquiavique depois de conhecido o resultado, Skuli Olafsson Skuli, pastor, disse estar “um pouco aliviado”.
Anna Maria Bogadottir, artista, disse que o resultado da votação a deixou “numa espécie de negação”.
A primeira-ministra islandesa, de centro-esquerda, Kristrún Frostadóttir, comprometeu-se a “respeitar” o resultado, elogiando ao mesmo tempo a elevada participação eleitoral.
Numa mensagem na rede social X, o antigo presidente islandês Ólafur Ragnar Grímsson, que apoiou a campanha do “Não”, afirmou que “a nação falou”.
O resultado do referendo foi igualmente saudado por figuras da direita no Reino Unido e em França.
Nigel Farage, líder do Reform UK e uma das principais figuras do Brexit, felicitou a Islândia por “votar para manter a sua independência”.
A francesa Marine Le Pen acrescentou: “Numa altura em que alguns defendem mais federalismo e a transferência de soberania para a Comissão Europeia, esta votação recorda que outra Europa é possível, uma Europa de nações livres e soberanas que cooperam voluntariamente em questões de interesse comum.”.
Por seu lado, a Comissão Europeia limitou-se a divulgar uma breve declaração sobre o resultado, afirmando que “toma nota do desfecho” e que “respeita a escolha do povo islandês”.
A Islândia apresentou pela primeira vez a candidatura à adesão à UE em 2009, na sequência da crise financeira de 2008, tendo a Comissão emitido um parecer favorável em fevereiro de 2010.
Um novo governo eurocético pôs termo às negociações em 2013.