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Irã desafia 'dia D econômico' dos EUA e ameaça países que aderirem a sanções

Secretário do Tesouro dos EUA deverá detalhar novas medidas contra país persa nesta segunda (24)

3 min de leitura
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O Irã desafiou nesta segunda-feira (24) a ameaça dos Estados Unidos de ampliar a pressão econômica sobre Teerã e alertou que países que aderirem à campanha de Washington poderão sofrer consequências.

Na véspera, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, publicou um artigo no jornal Financial Times que dizia que o país estava colocando em prática "a maior ofensiva financeira já organizada contra um adversário" e classificou a iniciativa como um "Dia D econômico.

Bessent deve detalhar nesta segunda as novas sanções americanas contra o regime persa. No X, afirmou que a medida ocorria depois que os EUA "desmantelaram as capacidades militares do Irã, destruíram quase 100% de suas fábricas militares e enterraram seu programa nuclear.

Em resposta, o vice-chanceler Kazem Gharibabadi afirmou que "a narrativa não faz sentido". "Vocês dizem que o poder militar do Irã foi ‘desmantelado’, que 100% de suas fábricas militares foram ‘destruídas’ e que seu programa nuclear foi ‘enterrado’", afirmou.

No entanto, acrescentou, a ação contra o Irã exige a mobilização de "todas as instituições e poderes" de Washington. "Isso é uma vitória ou o reconhecimento da derrota dos EUA?", questionou.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano também alertou os países para que se abstivessem de aderir à campanha econômica dos EUA.

As advertências necessárias foram feitas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã certamente terá suas próprias consequências", declarou o porta-voz Esmail Baghaei em sua entrevista semanal com jornalistas.

No domingo (23), o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, havia alertado que qualquer país que aderisse à guerra econômica lançada por Washington seria considerado "inimigo.

Na semana passada, Donald Trump anunciou que Washington aumentaria a pressão econômica sobre o Irã "a uma escala sem precedentes". Os EUA instaram outros governos, incluindo a China, a aderirem aos esforços para isolar ainda mais a economia iraniana.

Teerã enfrenta sanções americanas e internacionais desde a Revolução Islâmica de 1979.

O Irã afirmou nesta segunda ter incluído 45 petroleiros em uma lista de embarcações proibidas de atravessar o estreito de Hormuz por violarem suas regras. O regime também disse que tomará medidas contra navios que transferirem cargas para ou a partir dessas embarcações, elevando a tensão em torno da rota marítima.

Os navios citados poderão ser multados, detidos e ter suas cargas confiscadas, segundo publicação feita na noite de domingo no X pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado pelo Irã para administrar a passagem.

O aviso foi divulgado poucos dias depois de os Estados Unidos ameaçarem o Irã com "as sanções mais duras da história". Teerã respondeu que qualquer nova ameaça americana receberia uma resposta "devastadora.

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A lista inclui superpetroleiros, navios de transporte de gás natural liquefeito e de gás liquefeito de petróleo, além de embarcações que carregam derivados de petróleo.

Entre os navios citados, há embarcações pertencentes à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos, à Navig8 Tankers, subsidiária da ADNOC, e à Bahri, companhia nacional de navegação da Arábia Saudita.

O Irã afirmou ainda que embarcações envolvidas em transferências de carga de navio para navio com os petroleiros listados também poderão ser incluídas na relação.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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