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Guerras, incêndios florestais e migração pressionam Europa e expõem fragilidades

Líderes europeus cobram ação conjunta, mas esbarram em divisões internas

2 min de leitura
Guerras, incêndios florestais e migração pressionam Europa e expõem fragilidades

Mais uma vez, nos últimos dias, a Europa pareceu assistir de fora enquanto seu destino era moldado por forças externas.

O presidente Donald Trump decidiria reiniciar uma guerra de grandes proporções contra o Irã, o que aumentaria o preço do petróleo? O aquecimento global provocaria incêndios florestais mais extensos e devastadores, mesmo com vários deles já avançando pelo continente? Um aumento repentino e inexplicável do número de pessoas cruzando a fronteira marroquina rumo a um exclave espanhol —quase todas imediatamente enviadas de volta— dividiria os líderes do bloco e impulsionaria a extrema direita?

Este já tem sido um verão brutal para a Europa: duas guerras, calor recorde, inflação em alta e profunda ansiedade em relação a alimentos, energia e segurança. As crises sucessivas vêm provocando apelos por uma ação conjunta, reuniões urgentes entre diferentes grupos de presidentes e primeiros-ministros e muita inquietação política.

Mas, como tantas outras coisas que aconteceram nos últimos anos, muitos dos desafios da Europa estão fora do seu controle.

A guerra contra o Irã —um conflito que a maior parte da Europa nunca quis— impactou a vida em toda a região, aumentando os preços dos combustíveis, dos alimentos e das viagens. Os líderes do continente prometeram ajudar a garantir a passagem de petróleo pelo estreito de Hormuz quando os combates terminarem. Ainda assim, parecem destinados a tomar conhecimento da próxima etapa da guerra pelas redes sociais de Trump.

A Europa não conseguiu pôr fim à guerra na Ucrânia depois de mais de quatro anos de derramamento de sangue. Suas conquistas na redução das emissões para combater as mudanças climáticas são ofuscadas pelas ações dos Estados Unidos e da China. O futuro da inteligência artificial está sendo moldado, em grande parte, em outros lugares. O populismo de direita cresceu, alimentado pela migração, pela desigualdade e pela desinformação.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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