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Mundo Revisado por ULTRA AI

Família brasileira vence governo Trump em processo contra política de imigração

Caso movido pelos Moura Gomes, do Rio de Janeiro, já tem impactado outras decisões judiciais nos EUA

3 min de leitura
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O primeiro caso a vencer uma batalha judicial nos Estados Unidos contra a decisão do secretário de Estado, Marco Rubio, que impediu a concessão de green cards (vistos de residência permanente) para 75 países, tem como requerente uma família do Brasil.

O empresário Newton de Moura Gomes, 60, junto de sua esposa, Marcia, 58, e de duas das suas três filhas, ganhou no final de julho a ação que movia contra Rubio após ter aprovado o seu processo do programa EB5, que dá green card a investidores.

A ação, no entanto, havia sido paralisada devido à medida do Departamento de Estado.

Newton é engenheiro de telecomunicações e ex-funcionário da Petrobras. Há mais de 30 anos, no início dos anos 1990, decidiu se mudar com a esposa para o município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, para empreender.

Ali abriram uma empresa de telecomunicação e prosperaram.

A partir de 2010, o empresário começou a investir nos EUA, inicialmente no Texas. Com o tempo, e conforme os investimentos foram crescendo, o plano da família passou a ser morar em Orlando, na Flórida, um dos bastiões da comunidade brasileira no país.

Questões relacionadas a segurança também se somaram às motivações, depois de Marcia ficar refém em um sequestro por 14 horas.

A família Moura Gomes investiu o montante para financiar o desenvolvimento de um hotel no estado do Arizona, qualificando-se para o programa. Avançou nos pré-requisitos e, de repente, já nas etapas finais, foi comunicada pelo Consulado-Geral dos EUA no Rio que o processo havia sido suspenso, por ordem do Departamento de Estado.

Em janeiro, seguindo as recomendações do presidente Donald Trump, Rubio emitiu uma ordem que paralisava toda a concessão dos green cards para cidadãos de 75 países, o Brasil entre eles, sob o argumento de uma "política de ônus público.

No país, "ônus público" é entendido como o caso de um indivíduo que, após ser aceito, tem probabilidade de se tornar um dependente do Estado. Rubio argumentou que os cidadãos de todas essas dezenas de países se enquadram nesse perfil e que, portanto, era necessário suspender a concessão do green card até que novos mecanismos de verificação fossem criados para os consulados.

No caso da família Moura Gomes, houve um agravante. Em 2014, Newton recebeu diagnóstico de um câncer raro, o carcinoma adenoide cístico (câncer de glândula salivar).

Depois, em 2022, houve metástase nos pulmões. Assim, seu caso se enquadrava como um de "análise acelerada". Mas não foi o que aconteceu.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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