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EUA negam bombardeio a casamento no Irã; 4 morreram

Segundo autoridades locais, residência teria sido atingida no sul do país nesta terça-feira (1º). Porta-voz do governo prometeu retaliação contra os EUA.

3 min de leitura
EUA negam bombardeio a casamento no Irã; 4 morreram

Os Estados Unidos negaram nesta quarta-feira (2) terem bombardeado uma festa de casamento no sul do Irã durante um ataque ao país na terça-feira (1º).

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Irã acusa EUA de atacarem festa de casamento.

As Forças Armadas dos EUA nunca têm civis como alvo, ao contrário da Guarda Revolucionária (do Irã)", afirmou a Central de Comando das Forças Aramdas dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês), à agência de notícias Reuters.

Um vídeo divulgado por uma conta do governo do Irã mostra uma grande quantidade de escombros e os danos causados no que foi descrito como o local da festa de casamento após o ataque americano.

Ao fundo, é possível ouvir pessoas gritando. Veja acima.

Segundo a mídia iraniana, entre os mortos está uma criança de 4 anos. Outro vídeo divulgado pela imprensa local mostra meninos e meninas recebendo atendimento médico em um hospital.

O porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o ataque e afirmou que Teerã tomará medidas para responder às ações dos Estados Unidos.

Mais perigosa do que a própria bomba é a normalização do bombardeio, e mais perigoso do que o silêncio é transformar o silêncio em legitimidade", publicou.

A casa atingida pelo ataque fica em uma região próxima ao Estreito de Ormuz. Até a última atualização desta reportagem, os Estados Unidos não haviam comentado a acusação.

👉 O ataque ocorreu em meio a uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Nesta terça-feira, forças americanas realizaram novos ataques contra alvos iranianos, incluindo posições da Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os ataques começaram às 12h no horário de Washington (13h em Brasília).

Os EUA justificaram o ataque por afirmando ter registrado série de tentativas recentes de ataques do Guarda Revolucionária do Irã contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares americanos na região.

A mídia iraniana relatou explosões na ilha de Qeshm, no norte do Estreito de Ormuz, além de regiões próximas ao litoral, como Bandar Abbas, Chabahar, Jask e Sirik.

A mídia estatal também afirmou que forças americanas atacaram um aeroporto civil em Jiroft, no sul do Irã.

O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os Estados Unidos "vão se arrepender" dos novos ataques.

Já o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA voltarão a atacar "em um nível muito mais duro e elevado" em caso de resposta iraniana.

Logo depois, o Irã anunciou que retaliou os bombardeios com o lançamento de drones e mísseis contra alvos dos EUA na região. A Jordânia relatou ataques e ativou o sistema de defesa aérea do país.

O Irã alega que matou um "grande número" de militares norte-americanos durante o ataque. Os Estados Unidos negam e afirmam que o bombardeio não deixou feridos entre as forças americanas.

Na região de Teerã, testemunhas relataram ter ouvido sirenes após o início dos ataques e da resposta iraniana.

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