Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

Escalada da violência no Sudão provoca êxodo de 200 mil pessoas em Cordofão

Sob frequentes ataques de drones, cidade de El-Obeid enfrenta colapso do abastecimento de água e energia; situação agrava crise humanitária na região e acelera

3 min de leitura
Escalada da violência no Sudão provoca êxodo de 200 mil pessoas em Cordofão

Sob frequentes ataques de drones, cidade de El-Obeid enfrenta colapso do abastecimento de água e energia; situação agrava crise humanitária na região e acelera fuga de civis.

Mais de 200 mil sudaneses foram recentemente deslocados na região de Cordofão, com o agravamento dos confrontos que acontece desde o final do ano passado.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, alertou que ataques de drones têm visado a infraestrutura essencial de água e eletricidade na cidade de el-Obeid, a maior da região de Sheikan, agravando o colapso humanitário.

O total de deslocados aumentou 25% nos últimos oito meses. Ataques com drones atribuídos às Forças de Apoio Rápido, RSF, que combatem o Exército Sudanês, atingiram a principal subestação elétrica da cidade.

A situação cortou a energia necessária para bombear água, manter hospitais em funcionamento e fazer operar redes de comunicação.

Em meio a um dos cercos mais longos da guerra, el-Obeid viu sua população passar de 750 mil habitantes para cerca de 3,4 milhões. Entidades humanitárias estimam que 39 mil crianças chegaram à cidade no primeiro semestre deste ano.

Mesmo com o cenário desafiador, foi reaberta uma rota de suprimentos que esta semana permitiu à OIM entregar 1. 750 toneladas de ajuda, incluindo 17. 750 kits de higiene e 850 tendas, em benefício a 110.

A meta da comunidade de auxílio é alcançar mais de 400 mil vítimas nos próximos dias, embora a queda no financiamento coloque em risco a continuidade das operações.

A crise é agravada por inundações sazonais no estado de Darfur do Norte, onde chuvas intensas danificaram 1. 350 casas e deslocaram mais de 1 mil famílias em Tawila.

Mais deslocamentos foram registrados no estado do Nilo Azul e em Darfur Ocidental. Só em agosto, mais de 86 mil sudaneses já foram deslocados.

Segundo a diretora-geral da OIM, Amy Pope, o Sudão vive uma das maiores crises de deslocamento do mundo. O impacto combinado do conflito, dos danos à infraestrutura e das inundações leva milhares de famílias ao limite.

Estima-se que desde o início da guerra em 2023 o conflito deixou ao menos 59 mil mortos e 14 milhões de deslocados. Pelo menos 8,6 milhões estão em outras áreas do Sudão e 4,2 milhões optaram por se refugiar em países vizinhos.

Atualmente, cerca de 33,7 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária urgente no país africano.

Desde o início da guerra no país, mais de 930 mil refugiados sudaneses entraram no Chade, dos quais mais de 80% são mulheres e crianças; milhares que aguardam reassentamento enfrentaram riscos de desnutrição e de infecção por doenças contagiosas; menores estão ainda mais expostos a perigos de proteção.

Até 3 mil pessoas chegaram ao Sudão do Sul, semanalmente, agravando uma situação já precária de fome no país vizinho; agências afirmam que os recursos humanitários estão sobrecarregados; cortes de financiamento comprometem auxílio humanitário.

Em números

  • Mais de 200 mil sudaneses foram recentemente deslocados na região
  • Em meio a um dos cercos mais longos da guerra, el-Obeid viu sua população passar de 750 mil habitantes para cerca de 3,4 milhões
  • Entidades humanitárias estimam que 39 mil crianças chegaram à cidade no primeiro semestre d
  • A meta da comunidade de auxílio é alcançar mais de 400 mil vítimas nos próximos dias, embora a queda no fina

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Mundo
Mundo — imagem padrão
Mundo

Apetite dos EUA por ações na América Latina traria tensões

O analista de Internacional da CNN Lourival Sant'Anna comenta o tema ao CNN Prime Time. De acordo com Lourival, dos 19 países que integram a aliança — incluindo os Estados Unidos —, apenas Guatemala e Bahamas são governa

Em Mundo