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Mundo Revisado por ULTRA AI

Erika Kirk: O que aprendi sobre o luto

Viúva relembra os primeiros dias após o assassinato de Charlie Kirk e as mudanças na rotina da família

3 min de leitura
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É 11 de setembro de 2025. O dia seguinte ao assassinato a tiros do meu marido, Charlie Kirk.

  • Trump escolhe viúva de Charlie Kirk como conselheira da Academia da Força Aérea dos EUA.
  • Meu parceiro está morrendo; como conversamos sobre isso.
  • Falar de morte nos ajuda a sermos pessoas melhores, diz Camila Appel.
  • O que não dizer quando alguém está de luto.
  • Luto antecipatório é vivido antes da perda de um ente querido ou de um divórcio; saiba como lidar.
  • Juiz manda a julgamento acusado de matar Charlie Kirk, abrindo caminho para pena de morte.
  • Washington Post é obrigado a readmitir colunista que criticou Charlie Kirk.

As últimas 24 horas parecem um delírio febril enquanto desembarco em Phoenix, vinda de Utah, e volto para casa. Saio do carro, e meus filhos correm para os meus braços.

Eles não fazem ideia de onde eu estava nem do que estava fazendo. Só se importam com o fato de eu estar em casa.

Enquanto caminho até a porta da frente, sinto um aperto no peito que não reconheço. É assim que se sente o luto? Sento-me no sofá onde Charlie estava sentado duas noites antes, assistindo aos Cubs (time de beisebol de Chicago, nos Estados Unidos) com nossos filhos.

Sinto uma onda crescendo dentro de mim e sei que ela está prestes a desabar.

Não sei como vou conseguir passar por isso", eu disse à segunda-dama, Usha Vance, mais cedo naquele dia. Segurando minha mão, ela disse: "Sabe quando você está em um avião com seus filhos, faltam 15 minutos para o pouso, mas as crianças estão enlouquecidas, gritando, jogando coisas, e então o avião pousa, elas se acalmam e tudo fica bem de novo.

Vai ser assim. Apenas atravesse os próximos 15 minutos.

Suas palavras ficaram gravadas em meu coração.

Por fim, criei coragem para entrar em nosso banheiro. Encarei o lado dele na pia. Sua escova de dentes ainda estava deitada, sua toalha ainda pendia do gancho. "Nunca vou tocar nessa toalha", disse a mim mesma.

Parei à porta do nosso quarto. Acendi a luz e caminhei até o lado dele na cama. Vi seu travesseiro e me perguntei por quanto tempo o cheiro de uma pessoa pode permanecer nos lençóis.

Fiquei ali em silêncio, revivendo todas as manhãs perfeitamente comuns em que acordamos juntos naquele quarto. Eu não estava pronta para estar ali, então apaguei a luz e me enfiei na cama com minha filha de 3 anos.

Durante meses, evitei meu quarto. Disse a mim mesma que não havia problema em enfrentar a dor aos poucos e acolher cada lembrança à medida que surgisse.

Passou o primeiro sábado sem um bilhete de amor dele. Seu aniversário de 32 anos. Meu aniversário. O Dia de Ação de Graças. Quando montei a árvore de Natal do jeito errado, percebi que ser viúva significa que as antigas tradições terão de abrir espaço para novas.

A onda desaba sobre mim repetidas vezes. E, a cada vez, apenas atravesse os próximos 15 minutos.

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Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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