Antecipando os impactos de um fenômeno El Niño historicamente severo para a temporada 2026/2027, primeiro pedido conjunto de ação antecipada em grande escala; iniciativa visa mobilizar recursos para proteger comunidades vulneráveis antes que a crise climática atinja o seu pico.
Em Moçambique, os efeitos já se fazem sentir de forma acentuada. De acordo com Domingos Reane, oficial de Análise de Vulnerabilidade e Mapeamento do WFP no país, este El Niño projeta-se como um dos mais fortes das últimas décadas.
As previsões apontam que a fase mais crítica ocorra no último trimestre deste ano e se prolongue até fevereiro de 2027, tornando o financiamento urgente para evitar uma crise humanitária de grandes proporções.
Já Khalid Cassam, especialista de Programas na FAO em Moçambique, cita a necessidade de agir agora, o que custará menos e protegerá as populações.
Em contraste, uma intervenção tardia exige recursos elevados para recuperar infraestruturas, restaurar a produção agrícola e apoiar populações afetadas.
Khalid afirma que os moçambicanos já vêm de uma cheia severa e vivem em nível de grande vulnerabilidade. Estes fatores fazem com que a situação seja drástica e se os apoios não foram disponibilizados poderá haver uma catástrofe.
A FAO adianta que investir hoje em prevenção e resiliência é economicamente mais inteligente, socialmente mais justo e ambientalmente mais sustentável do que arcar com futuros custos muito mais elevados de uma crise já instalada.
Para o especialista do WFP, Domingos Reane, dentre vários aspectos, ele cita a questão da segurança alimentar.
Segundo a Base de Dados Global de Ameaças para a Criança do Unicef, cerca de 12 milhões de crianças em Moçambique vivem em zonas já expostas à seca.
A seca crescente, o calor extremo e as inundações ameaçam o acesso aos cuidados de saúde, nutrição, acesso à água potável e saneamento, educação e segurança das crianças.
Os riscos do El Niño recordem deverão intensificar-se sobretudo nas regiões centro e sul, nomeadamente nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Sofala, Tete, Nampula e Cabo Delgado.
Em números
- Segundo a Base de Dados Global de Ameaças para a Criança do Unicef, cerca de 12 milhões de crianças em Moçambique vivem em zonas já expos
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…