Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

Direita no Chile propõe 'Museu da Verdade' para rivalizar com memorial da ditadura de Pinochet

Espaço em Santiago documenta crimes cometidos sob regime militar; pesquisador vê ofensiva como guerra cultural

2 min de leitura
Mundo — imagem padrão

Parlamentares chilenos do Partido Nacional Libertário, sigla fundada pelo deputado ultradireitista Johannes Kaiser, apresentaram um projeto de lei para criar o que batizaram de "Museu da Verdade.

A proposta busca oficializar uma narrativa alternativa ao período que antecedeu o golpe militar de 1973, sob o argumento de expor "a crise econômica, desabastecimento e violência política" do governo de Salvador Allende (1970–1973).

A iniciativa mira diretamente o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, em Santiago. O espaço foi criado no governo da ex-presidente de esquerda Michelle Bachelet para documentar os crimes e as violações cometidas pela ditadura de Augusto Pinochet (1973–1990).

Com o apoio dos EUA, Pinochet deu um golpe de Estado em 1973 e derrubou o governo Allende, inaugurando uma época de repressão política, torturas e desaparecimentos que matou pelo menos 4.

000 pessoas. Preso em Londres em 1998, Pinochet voltou ao Chile em 2000, onde foi acusado de uma série de crimes, mas morreu em 2006, sem ter sido condenado.

Para o cientista político Cristóbal Rovira Kaltwasser, da Universidade do Chile, o debate sobre a memória histórica no país precisa ser analisado à luz da formação da direita chilena, marcada por uma origem autoritária.

A direita chilena é peculiar porque suas origens remontam à ditadura de Pinochet. Durante a transição, esses partidos se modelaram, mas sempre existiram eleitores e lideranças que não concordaram com essa moderação", afirma o professor.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

Leia também

Mais em Mundo
Cyprus: Ferry capsizes with hundreds on board
Mundo

Cyprus: Ferry capsizes with hundreds on board

O embaixador turco em Nicósia afirmou que 172 pessoas foram resgatadas, com algumas levadas ao hospital, enquanto 89 permanecem desaparecidos.

Em Mundo