A diplomata equatoriana Ivonne Baki entrou na disputa para se tornar a próxima secretária-geral das Nações Unidas, sendo a oitava candidata para substituir o português António Guterres no próximo ano, segundo documentos divulgados nesta terça-feira (18).
Baki, que atuou como ministra do governo equatoriano e como embaixadora na França, no Catar e nos Estados Unidos, foi indicada pela nação insular de Tonga, no Pacífico, e é a segunda candidata equatoriana na disputa.
O sucessor de Guterres enfrentará a tarefa de revitalizar uma organização em crise e com prestígio em declínio, em meio a pressões para reformar o que críticos descrevem como uma burocracia inchada e dispendiosa, além de reduzir a duplicação de funções entre suas agências.
Em sua carta de indicação, o embaixador de Tonga na ONU, Viliami Va'inga Tone, afirmou que as Nações Unidas "estão em um momento crítico de transição e necessitam de uma liderança experiente, pautada por princípios e capaz de unir, para conduzir esse período.
Ele expressou confiança de que Baki, de 75 anos, possui a "experiência, a habilidade diplomática e a integridade" necessárias para mobilizar a Organização e a comunidade internacional em prol do fortalecimento do multilateralismo e do avanço dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.
A Dinamarca, que preside atualmente o Conselho de Segurança da ONU, informou que pretende realizar uma nova votação informal entre os membros do conselho na sexta-feira, como parte do processo de seleção do próximo secretário-geral das Nações Unidas.
Guterres deixa o cargo no final do ano Guterres deixará o comando da ONU no final do ano, após dois mandatos de cinco anos. Uma primeira votação preliminar no Conselho de Segurança, composto por 15 membros, para definir seu sucessor ocorreu no final de julho.
Essa votação apontou a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, como a favorita inicial – embora com vantagem estreita – entre os sete candidatos atuais, seguida pela ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, e pelo argentino Rafael Grossi, chefe da agência nuclear da ONU.
Evitar o veto de qualquer um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – é fundamental, dado que esses países possuem visões de mundo muito distintas.
Precedentes indicam que várias rodadas de votação podem ocorrer nas próximas semanas, com conclusão prevista para o final de setembro ou início de outubro. Outros candidatos ainda podem entrar na disputa, e o processo poderá se prolongar caso não surja um candidato de consenso.
Os outros candidatos são a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, a ex-ministra das Relações Exteriores do Equador Maria Fernanda Espinosa, o ex-presidente senegalês Macky Sall e o diplomata ugandense Olara Otunnu.
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Ivonne Baki, nomeada ao cargo pela nação insular de Tonga, é segundo nome equatoriano a entrar na disputa para substituir o secretário-geral António Guterres.
Fontes
Informação baseada em material público de CNN Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.