Secretário-geral da ONU pede compromisso dos países para manter crianças seguras; segundo ele, exercer o direito à educação está se tornando cada vez mais perigoso; nos últimos dois anos, mais de 8,5 mil ataques foram registrados.
Este 9 de setembro marca o Dia Internacional para Proteger a Educação contra Ataques. A data foi criada pela Assembleia Geral da ONU em 2020.
Nos últimos dois anos, mais de 8,5 mil ofensivas em todo o mundo atingiram escolas, estudantes e professores, desencadeando uma onda de mortes violentas, sequestros e traumas.
Em mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que todos os países têm a obrigação de garantir o direito à educação para cada criança, bem como a segurança das escolas e dos locais de ensino.
Ele pediu um compromisso global para “manter as crianças seguras enquanto aprendem e constroem os futuros pacíficos que merecem”.
O líder da ONU disse que estudar é um “passaporte para o futuro” e um direito humano fundamental, mas exercê-lo está cada vez mais perigoso. Ele fez um apelo para que todas as partes em conflito impeçam ataques a escolas e outras instituições de ensino.
Guterres enfatizou a importância da cooperação internacional para proteger os sistemas educacionais, tanto presencialmente quanto online, especialmente para meninas e crianças em situações vulneráveis.
Além disso, ele defendeu a reintegração segura de crianças e jovens recrutadas por forças militares, para que possam retornar às escolas e comunidades.
Os dados da ONU indicam que os ataques contra escolas subiram de 6 mil em 2022 e 2023 para 8,5 mil em 2024 e 2025.
Em abril, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, aprovou o Plano de Ação Preventivo para Proteger a Educação de Ataques, fortalecendo os esforços para proteger o direito à educação durante conflitos e crises.
O Plano estabelece passos práticos para ajudar escolas e sistemas educacionais a se prepararem para ataques, responderem quando eles acontecerem e se recuperarem depois.
No âmbito nacional, a agência ajuda os países a manter a educação funcionando antes, durante e depois de crises.
Isso inclui avaliar como escolas e alunos são afetados, oferecer espaços seguros e inclusivos para aprender, ajudar jovens a desenvolver habilidades para o trabalho, apoiar professores e reparar escolas.
Esses esforços ajudam a proteger a aprendizagem e tornam a educação mais resiliente a longo prazo.
Em números
- Ireito à educação está se tornando cada vez mais perigoso; nos últimos dois anos, mais de 8,5 mil ataques foram registrados
- Nos últimos dois anos, mais de 8,5 mil ofensivas em todo o mundo atingiram escolas, estu
- Os dados da ONU indicam que os ataques contra escolas subiram de 6 mil em 2022 e 2023 para 8,5 mil em 2024 e 2025
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