Avanços globais de literacia são marcados por profundas assimetrias entre regiões, países e grupos populacionais; em 2024, pelo menos 739 milhões de jovens e adultos ainda não possuíam competências básicas de literacia.
Neste 8 de setembro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Unesco, assinalam o 60.º aniversário do Dia Internacional da Alfabetização.
Sob o tema “Literacia para as pessoas, o planeta e a prosperidade”, a celebração procura avaliar os progressos e os desafios emergentes, contribuindo para a definição das futuras agendas de literacia sobre o tema.
Ao longo das últimas seis décadas, países e parceiros de todo o mundo têm promovido a literacia como um direito humano fundamental, bem como um poderoso motor para a paz e o desenvolvimento sustentável.
No entanto, a Unesco estima que, em 2024, pelo menos 739 milhões de jovens e adultos ainda não possuíam capacidades básicas para ler e escrever. Estes avanços têm sido marcados por profundas assimetrias entre regiões, países e grupos populacionais, sublinha a agência.
Estima-se que mais de 77% dos adultos sem competências básicas de literacia se encontram na África Subsaariana e no Sul da Ásia, o que corresponde a 225 milhões e 347 milhões de pessoas, respetivamente.
As mulheres representam cerca de dois terços deste total, uma proporção que não se alterou nas últimas três décadas, segundo os dados disponíveis.
O departamento calcula ainda que 40% dos alunos em todo o mundo não estão a ser alfabetizados na língua que melhor falam e compreendem.
Até terça-feira, as celebrações da edição deste ano decorrem no México, onde serão exploradas políticas, soluções eficazes e áreas de cooperação internacional em prol da paz e do desenvolvimento sustentável.
A ocasião proporciona ainda uma plataforma para ministros, altos funcionários, parceiros e organizações abordarem questões críticas e partilharem exemplos concretos de políticas e programas de literacia.
O evento analisa o progresso da alfabetização nas últimas décadas e os desafios atuais, incluindo o acesso à educação básica, as oportunidades alternativas de aprendizagem e o impacto das tecnologias emergentes no ensino da literacia.
Em números
- No entanto, a Unesco estima que, em 2024, pelo menos 739 milhões de jovens e adultos ainda não possuíam capacidade
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