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Cuba diz que não há negociações com os EUA e chama bloqueio de 'genocida'

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Cuba diz que não há negociações com os EUA e chama bloqueio de 'genocida'

O ministro de relações exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira (7) que não há negociações em curso com os Estados Unidos nem previsão de conversas futuras, e classificou o embargo comercial americano como um bloqueio "genocida.

  • Embaixada dos EUA emite alerta de saúde para Cuba.
  • Sem luz, água, nem transporte: as frustrações da minha vida em Cuba e seus apagões.

Não há negociações nem agendas, embora permaneça a disposição de manter contato, apesar da falta de avanços", disse Rodríguez, segundo a Reuters, em uma coletiva em Havana.

Rodríguez afirmou que o impacto sobre a economia cubana deve crescer nos primeiros meses de 2026, depois que o governo de Donald Trump impôs um bloqueio ao fornecimento de combustíveis à ilha.

A medida reduziu drasticamente a geração de energia e provocou apagões que hoje duram dias.

O bloqueio não pune o governo, pune cada pessoa (na ilha) de todas as formas", disse o chanceler, segundo a Reuters. "Significa longos meses vivendo com apenas 2 ou 3 horas de eletricidade por dia ou menos, comida estragando, calor que torna impossível dormir, crianças fazendo o dever de casa quase no escuro.

Jornal revela que CIA criou força-tarefa para desestabilizar o governo de Cuba.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters sobre as declarações.

Os Estados Unidos consideram que o governo cubano representa uma preocupação de segurança nacional. Washington já afirmou que o bloqueio e o reforço das sanções são necessários para forçar uma mudança no governo comunista, que o governo Trump acusa de restringir os direitos econômicos e humanos dos cubanos.

O objetivo é perseguido pelos Estados Unidos desde a revolução liderada por Fidel Castro, em 1959.

A Organização das Nações Unidas (ONU) classificou as sanções e o cerco energético impostos por Trump como uma violação do direito internacional. Em agosto, um grupo de especialistas da ONU alertou para o risco crescente de surtos de doenças na ilha à medida que os Estados Unidos intensificam as sanções.

Na sexta-feira (4), a Embaixada dos Estados Unidos em Havana emitiu um alerta de saúde para Cuba, com advertência sobre o aumento de doenças intestinais e casos de diarreia provocados por problemas no abastecimento de água e energia elétrica.

Moradores de diferentes regiões da ilha vêm relatando há meses quadros de diarreia, febre e dores no corpo. Durante o verão do Caribe, dormir sem ar-condicionado ou ventilador se torna difícil, assim como conservar alimentos sem refrigeração.

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