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COP17 debate desertificação e futuro das pastagens naturais

A conferência da ONU em Ulan Bator, Mongólia, discute soluções para restaurar terras; pastagens naturais, que sustentam 2 bilhões de pessoas e fornecem 70% do a

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COP17 debate desertificação e futuro das pastagens naturais

A conferência da ONU em Ulan Bator, Mongólia, discute soluções para restaurar terras; pastagens naturais, que sustentam 2 bilhões de pessoas e fornecem 70% do alimento do gado mundial, estão no centro das discussões.

Até o final de agosto acontece a 17ª Conferência das Partes, COP17, da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, Unccd, na Mongólia.

O evento internacional reúne representantes de 197 países para debater a desertificação, que ameaça a segurança alimentar, hídrica e os meios de subsistência de milhões de pessoas.

A Unccd estima que 40% dos solos no planeta estão degradados ou sob risco de desaparecer. Com o tema “Restaurando a terra. Restaurando esperança”, a sede da reunião global é uma das maiores representantes do problema: 77% do território da Mongólia encontra-se degradado.

Declarado pela Assembleia Geral da ONU e com o apoio da Mongólia, a COP17 é realizada durante o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores.

No centro das discussões estão as pastagens naturais, ecossistemas compostos por estepes, savanas e áreas áridas. Apesar de não serem terras cultivadas, cobrem mais da metade da superfície terrestre da Terra e desempenham papel vital no sistema alimentar global.

Segundo a Unccd, cerca de 2 bilhões de pessoas dependem das pastagens para alimentação, criação de gado e subsistência. Essas áreas fornecem quase 70% do alimento do gado mundial e 40% dessas áreas são afetadas por mal uso do solo e secas.

Em Botsuana, as pastagens cobrem a maior parte do país e são a base de vários setores econômicos do país, da exportação de carne bovina até o turismo. Com o avanço de plantas invasoras e secas frequentes, as avaliações indicam o encolhimento das áreas de pasto.

No Cazaquistão, o desaparecimento do Mar de Aral deixou um deserto de sal de 5,4 milhões de hectares. No condado de Marsabit, no Quênia, registros de satélite desde 1990 mostram o avanço do deserto de Chalbi.

Projeta-se que este nível de degradação dobre de tamanho nas próximas décadas.

Para a secretária-executiva da Unccd, Yasmine Fouad, a terra é a infraestrutura mais vital da humanidade. Para combater a degradação, as iniciativas de restauração têm combinado dados científicos ao conhecimento tradicional das populações locais.

Botsuana mobilizou mais de 2 mil voluntários, governos e detentores de saberes tradicionais para elaborar as políticas para o resgate do solo.

O Cazaquistão iniciou o replantio da árvore saxaul no leito seco do Mar de Aral, cobrindo 337 mil hectares com a meta de atingir 1,1 milhão até 2030.

Já o Quênia uniu os dados de satélite à memória de anciãos indígenas para construir estruturas de desvio de inundações e recuperar a vegetação.

Na sede do evento, o Governo da Mongólia lançou uma campanha que pretende plantar um bilhão de árvores até 2030, além de fóruns voltados para o engajamento do setor privado e da juventude.

A secretária ressalta que a COP17 busca impulsionar soluções de financiamento e gestão sustentável para fortalecer a segurança alimentar, o acesso à água e evitar o deslocamento forçado de populações em regiões vulneráveis.

Relatório aponta desflorestação, pastoreio excessivo e práticas insustentáveis como principais causas da erosão dos solos; países asiáticos são os mais afetados por alta densidade população e degradação de terras; segurança alimentar e meios de subsistência em risco; Mato Grosso, no Brasil, é citado.

Estima-se que elas afetem cerca de 330 milhões de pessoas em todo o mundo, desde a África Subsaariana até ao norte da China e à Austrália; tempestades têm consequências desastrosas na agricultura geram problemas respiratórios.

Em números

  • Segundo a Unccd, cerca de 2 bilhões de pessoas dependem das pastagens para alimentaçã
  • No Cazaquistão, o desaparecimento do Mar de Aral deixou um deserto de sal de 5,4 milhões de hectares
  • Botsuana mobilizou mais de 2 mil voluntários, governos e detentores de saberes tra
  • Estima-se que elas afetem cerca de 330 milhões de pessoas em todo o mundo, desde a África Subsaa

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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