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Conheça os desafios de Lula e Flávio para conquistar o voto dos eleitores indecisos

O RFI Convida entrevistou o analista Rodolfo Marques, doutor em ciência política e professor da Universidade da Amazônia, sobre a acirrada disputa entre os dois

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Conheça os desafios de Lula e Flávio para conquistar o voto dos eleitores indecisos

O RFI Convida entrevistou o analista Rodolfo Marques, doutor em ciência política e professor da Universidade da Amazônia, sobre a acirrada disputa entre os dois principais candidatos à presidência da República: Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Ele afirmou que enquanto o primeiro precisa quebrar resistência de setores como a classe média, o segundo precisa mostrar que tem capacidade administrativa e não é apenas a sombra do pai.

Os candidatos do PT e do PL têm desafios diferentes, mas o mesmo objetivo de alcançar a maioria dos eleitores para ocupar a principal cadeira política da República brasileira.

O foco de ambos se volta para uma parcela importante do eleitorado, os indecisos. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto, 72% dos eleitores estão totalmente certos de qual número vão apertar na urna em outubro.

Para o analista político Rodolfo Marques, “Lula precisa preservar sua base e dialogar com setores que hoje têm resistência ao governo, por exemplo, a classe média, o segmento evangélico e parte do agronegócio.

E também precisa evitar que problemas envolvendo integrantes da sua família ou aliados contaminem a campanha”.

Sobre os casos em investigação, o professor avalia que as apurações, relacionadas de alguma forma aos dois candidatos, podem ter peso importante, mas não necessariamente ser determinantes.

Segundo ele, "o ponto central é o eleitor entender se existe responsabilidade direta do candidato ou do partido nesses casos.”.

Aliados de Lula têm criticado vazamento de informações do caso Lulinha, enquanto apontam que outras investigações, como a do Banco Master, não avançam. Já apoiadores de Flávio Bolsonaro tecem críticas a setores do judiciário.

O analista reconhece o momento delicado e destaca o papel relevante das instituições tanto na apuração quanto na demonstração de que não estão agindo politicamente.

Rodolfo Marques lembrou que nichos específicos não são homogêneos, como os evangélicos, os produtores rurais ou o eleitorado feminino. Mas disse que existem sim desafios peculiares para cada candidato nessas áreas.

A partir do próximo dia 28 a campanha passa a contar também com o horário eleitoral exibido no rádio e na televisão. O analista político diz que mesmo com impacto limitado em tempos digitais, trata-se de uma ferramenta importante na campanha.

Na propaganda eleitoral, o eleitor acompanha um programa na sequência do outro e não apenas o material do seu candidato. Justamente por ser uma forma menos nichada, pode atingir quem ainda não se decidiu.

E os recortes desses programas vão para as redes sociais. A propaganda, assim, pode ter certa influência. Mas é claro que os eleitores vão tomar suas decisões a partir de vários elementos.”.

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Fontes

Informação baseada em material público de RFI Português, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • RFI Portuguêslink

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