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Mundo Revisado por ULTRA AI

Colonos israelenses voltam a atacar casa na Cisjordânia e geram reação de Netanyahu

Em rara manifestação, primeiro-ministro condena ato de violência e culpa

4 min de leitura
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Colonos israelenses atacaram uma casa ao redor da vila de Qusra, na Cisjordânia ocupada, neste sábado (29). O ataque acontece em meio a tensões crescentes na região, ocupada por Israel desde 1967.

Loui Ridi, um palestino-americano que vive próximo ao local do ataque e teve a casa agredida neste mês, disse à agência de notícias Reuters que presencia invasões quase diárias de colonos israelenses a imóveis na região.

Na sexta-feira (28), as Forças Armadas de Israel mataram três palestinos em um ataque aéreo na Cisjordânia ocupada, sob a justificativa de que a operação tinha como alvo um membro do Hamas, grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza.

Segundo relatos de testemunhas à Reuters, os colonos israelenses cercaram uma casa e jogaram pedras nela. Sete palestinos ficaram presos dentro do imóvel durante os ataques.

Condeno fortemente os atos criminosos de violência cometidos nas vilas de Qusra e Jalud", disse o premiê Binyamin Netanyahu, referindo-se a um incidente separado em uma vila vizinha.

Esta é a sua primeira declaração pública sobre os ataques na região. Netanyahu culpou "um punhado de desordeiros" pela situação.

Os Estados Unidos já haviam pressionado o premiê a condenar em público os ataques de colonos israelenses a palestinos em suas casas, de acordo com o que autoridades americanas e israelenses informaram à Reuters.

O governo israelense, por sua vez, havia culpado o que chama de "minoria marginal" pela violência dos colonos, mas essa definição foi contestada por grupos de direitos humanos.

Em junho, uma investigação da ONU constatou que autoridades israelenses estão diretamente envolvidas nesses ataques de colonos que mataram, feriram e deslocaram palestinos na Cisjordânia ocupada.

A missão israelense em Genebra rejeitou as conclusões do relatório.

Saddam Oday, um dos palestinos que ficaram presos na casa atacada neste sábado, disse que o Exército israelense disparou gás lacrimogêneo dentro da imóvel. Luay Bayruti, proprietário da casa atacada, afirmou que o Exército algemou, vendou e espancou os que estavam dentro do imóvel antes de libertá-los.

Segundo comunicado da corporação, tropas e forças da polícia de fronteira chegaram ao local para retirar "desordeiros" e proteger os moradores que estavam dentro da casa.

À Reuters, o Exército não informou o motivo do uso de gás lacrimogêneo.

Sob pressão americana, o Exército israelense anunciou na semana passada que havia ordenado a saída dos colonos. Soldados desmontaram as barracas e anunciaram a detenção de um israelense.

Os colonos, porém, voltaram, a pé ou de carro.

Investidas de colonos israelenses contra palestinos em zonas rurais vem aumentando, com mesquitas e casa vandalizadas e plantações de oliveiras destruídas. Grupos de direitos humanos dizem que a crescente presença de colonos nas bordas de vilas palestinas, como Qusra, faz parte de um esforço mais amplo para tomar terras dos palestinos na região.

Hoje, a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses, distribuídos em aproximadamente 146 assentamentos e outros 390 postos avançados menores, segundo dados do grupo israelense de monitoramento de assentamentos Peace Now.

Após os acordos de Oslo dos anos 1990, a Cisjordânia foi dividida em três zonas. A zona A é governada pela Autoridade Palestina, cujo governo é liderado por Mahmoud Abbas, e é a única onde a polícia palestina pode atuar completamente, cuidando de crimes comuns.

Entretanto, desde 2002, após a Segunda Intifada, forças israelenses estão presentes na zona A com frequência quase diária, realizando o que chamam de "operações de contraterrorismo.

Além disso, as forças de segurança da Autoridade Palestina costumam colaborar com os israelenses em algumas dessas operações.

O Exército de Israel exerce total controle nas zonas B e C. A primeira tem administração civil palestina, mas não de segurança. Já a segunda é onde ficam os assentamentos judaicos.

Os colonos israelenses vivem em assentamentos considerados ilegais perante o direito internacional —a Convenção de Genebra proíbe um país que ocupa um território de transferir sua população para a região ocupada.

Esses assentamentos são conectados por estradas que, em geral, não podem ser acessadas por palestinos —estes também sujeitos a controles militares e a outras restrições de movimento no território ocupado.

Em números

  • Hoje, a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses, dist

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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