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Catar pode se juntar a acor com Irã e Omã pelo Estreito de Ormuz

Proposta prevê a criação de um corredor controlado pelos países para o transporte marítimo pelo estreito, uma das principais rotas de navegação de petróleo do m.

2 min de leitura
Catar pode se juntar a acor com Irã e Omã pelo Estreito de Ormuz

Irã diz ter chegado a um acordo com Omã sobre o controle do Estreito de Ormuz.

O Catar pode se juntar ao acordo de divisão e administração do corredor marítimo do Estreito de Ormuz, que vem sendo negociado entre Irã e Omã. A proposta foi discutida nesta quinta-feira (27), durante uma visita do primeiro-ministro catariano a Teerã, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Catar.

A iniciativa ocorre em meio às negociações entre Irã e Omã sobre o futuro da navegação pelo estreito, uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo.

Na última quarta-feira (26), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os dois países chegaram a um entendimento sobre a divisão das águas do estreito e do pedágio a ser cobrado dos navios que passarem pela região.

Segundo Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária, as negociações definiram qual parte das águas seria atribuída a cada país e como as receitas de navegação seriam divididas entre Teerã e Mascate.

O governo iraniano também afirmou que as coordenadas de uma rota marítima planejada já foram combinadas com Omã.

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As autoridades também trataram do início de uma operação de desminagem na região. A retirada dos explosivos seria necessária para garantir a segurança da navegação.

O plano ainda está em negociação e não representa uma reabertura completa do estreito.

Autoridades iranianas afirmam que a passagem não será totalmente reaberta enquanto os Estados Unidos não atenderem às exigências de Teerã. Entre as condições estão o fim do bloqueio naval, a retirada das sanções econômicas e o desbloqueio de ativos iranianos mantidos no exterior.

A cobrança de taxas dos navios que utilizam o Estreito de Ormuz é um dos pontos de divergência entre Irã e Estados Unidos nas negociações para encerrar a guerra.

Teerã defende a cobrança pelo trânsito de embarcações. Washington rejeita a medida.

A eventual participação do Catar acrescentaria outro país ao arranjo discutido para a navegação no estreito. A proposta, no entanto, ainda depende de novos acordos entre os governos envolvidos.

Fontes consultadas

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