Governo Trump pede à Suprema Corte que limite o voto por correio.
A Casa Branca defendeu o direito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de votar pelo correio depois que o site americano "Politico" revelou que ele optou pelo voto por correspondência, do qual é crítico, para fazer sua escolha nas primárias republicanas da Flórida, em março.
A declaração oficial da porta-voz do governo Trump ocorreu nesta terça-feira (18), um dia após a publicação da notícia. Ao ser questionada sobre ela, Olivia Wales defendeu as "exceções de bom senso.
Como o presidente Trump afirmou, a Lei SAVE America prevê exceções de bom senso para que os americanos usem o voto por correio em casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens.
Mas o voto universal por correio não deve ser permitido porque é altamente suscetível a fraudes", ponderou.
Desde que voltou à Presidência dos EUA, Trump vem pressionando o Congresso a aprovar novas restrições ao voto e tenta restringir o voto por correio, repetindo alegações de que esse método é mais suscetível a fraudes.
Há anos, Trump sustenta, sem provas, que a derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada.
No dia 27 de julho, inclusive, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Suprema Corte do país que autorize a entrada em vigor de um decreto que dificulta o voto através dos correios no país.
O pedido ocorreu poucos dias após um tribunal de apelações manter a decisão que suspendeu a medida em 23 estados e no Distrito de Colúmbia, onde o decreto foi contestado.
O órgão do governo de Donald Trump pediu que as mudanças entrem em vigor enquanto o caso segue em análise.
Saiba mais sobre decreto que busca restringir voto pelo correio.
Assinado por Trump em março, o decreto determina a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar por correspondência, elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e pela Administração da Seguridade Social.
O texto também estabelece que as cédulas enviadas pelo correio sejam entregues apenas às pessoas incluídas nesse cadastro.
Os estados que acionaram a Justiça argumentam que a Constituição americana atribui aos estados e ao Congresso, e não ao presidente, a competência para definir as regras das eleições.
Trump afirma que a medida tem como objetivo impedir o voto de pessoas sem cidadania americana. No entanto, segundo autoridades e estudos citados no processo, é raro que isso aconteça nos Estados Unidos, ainda que a ação já esteja tipificada como crime passível de deportação.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.