Está oficialmente aberta a temporada de caça ao voto numa das campanhas mais desafiadoras para a direita e para a esquerda no Brasil, em meio a um momento delicado nas relações comerciais e diplomáticas com os Estados Unidos.
Com dois candidatos consolidados na dianteira, mas com indefinição quanto ao resultado final, Lula usa da estratégia de comparar seus governos à gestão de Jair Bolsonaro, enquanto Flávio diz que herdou missão divina do pai.
No embate pessoal, a votação vai dizer como Lula encerrará sua carreira política e até quando o ex-presidente Jair Bolsonaro cumprirá pena. Sobre aspectos gerais, estão na mesa visões divergentes sobre meio ambiente, política social, armamento e soberania.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu a largada de sua campanha em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, onde morou e foi líder sindical. Ele destacou a trajetória pessoal de vida, preocupação com a educação de jovens e a questão da violência.
O petista mostrou que uma das estratégias é comparar seus anos de governo com os de Jair Bolsonaro.
Já Flávio Bolsonaro escolheu a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, berço político da família, para abrigar seu primeiro evento de campanha. O candidato do PL disse que está diante de uma missão divina e tentou mostrar que é a encarnação da figura do pai.
Para afastar críticas que o clã Bolsonaro atuou pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, Flávio Bolsonaro afirmou que é o único que tem condições de negociar com outros países acordos favoráveis para o Brasil.
Em meio à disputa política, vários setores são diretamente afetados como calçados, madeira, derivados de alumínio e aço, ainda que a lista de exceção seja muito mais ampla nesse novo tarifaço de Trump.
O economista e professor do IBMEC, Gilberto Braga, disse à RFI que a reciprocidade, anunciada pelo Brasil, é uma estratégia de defesa que na prática é construída gradativamente.
O analista afirmou que uma certa distensão poderia ser obtida com uma conversa direta entre os dois mandatários, Lula e Donald Trump. O novo diálogo já foi aventado pelo chefe brasileiro, mas o economista ressalta que isso também é afetado pelo clima eleitoral.
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Fontes
Informação baseada em material público de RFI Português, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.