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Bastidores da ação humanitária: A logística para salvar vidas em zonas de crise

Brasileira que trabalha no maior armazém humanitário do mundo fala sobre estratégias para abastecer em até 72h países que enfrentam emergências; Erika Abs subli

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Bastidores da ação humanitária: A logística para salvar vidas em zonas de crise

Brasileira que trabalha no maior armazém humanitário do mundo fala sobre estratégias para abastecer em até 72h países que enfrentam emergências; Erika Abs sublinhou ainda da experiência de coordenar ações de logística em contextos como Síria, Gaza e Moçambique.

Preparação e prontidão. Essas são as duas palavras que a brasileira Eika Abs considera centrais no seu trabalho no maior armazém humanitário do mundo, gerenciado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em Copenhagen, na Dinamarca.

Ela é coordenadora de Logística e Suprimentos de Emergência e tem a importante tarefa de garantir que itens que podem salvar vidas cheguem nas mãos das pessoas que precisam em menos de 72 horas.

No Dia Mundial Humanitário, celebrado em 19 de agosto, a ONU News conversou com a especialista sobre como ela define a estratégia logística mais eficiente.

O Unicef, possui uma rede de mais 300 armazéns espalhados pelo mundo. Em 2025, a agência negociou compras com 12. 327 fornecedores em 178 países.

Segundo a coordenadora, o investimento tem sido feito cada vez mais na localização das cadeias de suprimentos, fortalecendo fornecedores regionais e ampliando as compras locais sempre que possível.

Isso permite reduzir a dependência de longas cadeias internacionais, acelerar a resposta a emergências e fortalecer a capacidade dos países de atender às suas próprias necessidades.

A brasileira conhece muito bem os bastidores da entrega de ajuda, mas também vai com frequência para a linha de frente, pois faz parte de um grupo de especialistas preparados para atuar em emergências humanitárias e já participou de missões em locais como Síria, Gaza e Moçambique.

Ela compartilhou o que vivenciou nestas experiências.

A especialista disse que a preparação e a prontidão são cada vez mais importantes num mundo em que o número de crises tende a aumentar. Ela destacou o trabalho do Unicef para preparar os países em termos de infraestrutura e pre-posicionamento de estoques antes que as emergências ocorram.

Erika Abs explicou que dependendo do tipo de emergência, que pode ser um conflito, desastre natural, surto de doença ou deslocamento populacional, serão montados kits específicos de ajuda.

No Armazém em Copenhagen, são montados 50 kits padronizados, prontos para envio imediato. A coordenadora de logística explicou que o kit mais enviado é o de cuidados médicos.

Já os kits destinados a criar espaços seguros para crianças incluem tendas grandes, brinquedos, equipamentos recreativos e livros didáticos.

Ela ressaltou que em crises como o terremoto na Venezuela, as crianças muitas vezes ficam sozinhas enquanto os país realizam buscas nos escombros. Por isso, é essencial que elas tenham oportunidades de educação e de recreação para passar o tempo.

Erika compartilhou que sente muito orgulho da qualidade desses kits, do impacto positivo que eles causam e da velocidade com que eles são enviados para quem precisa, graças ao trabalho realizado por diversos profissionais de logística que, assim como ela, estão focados em salvar vidas e proteger o bem-estar das crianças.

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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