Nos últimos dias, as negociações têm se concentrado em uma possível nova rota através do estreito, cuja responsabilidade seria compartilhada entre o Irã e Omã.
Apesar das negociações com Omã, o Irã afirma que a reabertura do estreito dependerá de condições que o país impõe aos Estados Unidos.
Muitas dessas condições vão muito além de pontos do Memorando de Entendimento (MoU) entre Irã e EUA anunciado em 17 de junho, enquanto outras reiteram exigências agora condicionadas à reabertura da hidrovia.
Afinal: quais são essas condições? E os EUA conseguem cumpri-las.
Em um comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana Irib, o ex-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e atual assessor do Líder Supremo, Mohammad Bagher Zolghadr, alertou que os EUA precisam "corrigir" seu comportamento e atender a uma série de exigências.
Segundo o comunicado, "corrigir o comportamento" significa o seguinte.
1. Nunca ameace o Irã com qualquer linguagem ou insulte os valores sagrados desta nação.
O Irã afirma que os EUA devem parar de ameaçar o país e apresentar garantias de que não haverá novas ameaças. Essa é, em grande parte, uma exigência política e de segurança.
Embora os cessar-fogos pressuponham implicitamente a contenção de ambos os lados, exigir publicamente garantias contra futuras ameaças parece ser uma condição estratégica mais ampla, e não algo explicitamente previsto nos termos do acordo provisório divulgado anteriormente.
2. Acabar de vez com a guerra e a agressão contra o Irã e seus aliados no Líbano, na Palestina, no Iêmen e no Iraque.
O Irã insiste na cessação das ações militares não apenas contra o próprio Irã, mas também contra seus aliados e grupos parceiros no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque.
O memorando de entendimento de junho mencionava "Todas as frentes, incluindo o Líbano" - o que especifica os outros países e, na prática, busca garantias de segurança regional mais amplas.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.