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Após tensão com a Rússia, Alemanha sugere que Ucrânia compre armas alemãs

Ministro do Exterior, Johann Wadephul, afirmou que o país continuaria a apoiar Kiev e destacou a importância de manter a indústria de defesa local envolvida

2 min de leitura
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O ministro do Exterior alemão, Johann Wadephul, disse ao jornal Bild, nesta terça-feira (8), que a Ucrânia deveria comprar mais armas de empresas alemãs, afirmando que a posição de Berlim como maior doadora de Kiev lhe conferia o direito de esperar encomendas para suas empresas de defesa.

Wadephul disse ter assegurado ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante uma visita no mês passado, que a Alemanha continuaria a apoiar a Kiev em sua defesa contra a Rússia.

Mas também preciso explicar isso aos contribuintes alemães, e o mínimo que se pode fazer é garantir que a indústria de defesa alemã esteja envolvida em todas as atividades de aquisição", disse ele, segundo o jornal.

No momento, não estamos totalmente satisfeitos com o nível de encomendas que estamos recebendo na Alemanha", afirmou. Os comentários de Wadephul surgiram dias depois de a Alemanha acusar a Rússia de estar por trás de uma tentativa de ataque com drone ao aeroporto de Leipzig/Halle, em agosto — incidente que, segundo as autoridades, por pouco não causou uma grande catástrofe.

A acusação, negada pela Rússia, intensificou as tensões entre Moscou e Berlim; em resposta, a Alemanha ordenou o fechamento do consulado russo em Bonn e de um centro cultural russo em Berlim.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, foi citado pela agência de notícias estatal TASS dizendo que as acusações alemãs representavam, "em grande medida, o início de uma guerra de verdade.

Wadephul rejeitou os comentários de Lavrov e disse que a Alemanha não tinha outra escolha a não ser responder ao incidente. "Tivemos de reagir. Ele sabe disso; está claro para todos", disse ele.

O ministro também afirmou que homens ucranianos em idade de serviço militar que estão atualmente na Alemanha deveriam retornar ao seu país, acrescentando que Berlim poderia ajudar o governo ucraniano a identificá-los.

Afinal, sabemos quem vive aqui, quem, por exemplo, recebe benefícios sociais ou está registrado aqui, e quem possui status de residência", disse ele. https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-o-que-e-a-crimeia-regiao-da-ucrania-anexada-pela-russia/.

Ministro do Exterior, Johann Wadephul, afirmou que o país continuaria a apoiar Kiev e destacou a importância de manter a indústria de defesa local envolvida.

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Fontes consultadas

  • CNN Brasillink

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