Estudo registra média de 1,8 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional; no Brasil, fim do bônus demográfico deve ocorrer em 2028, enquanto cresce a população acima dos 80 anos; até 2050, um quarto dos latino-americanos terá 60 anos ou mais.
A população na América Latina e o Caribe vive uma rápida transformação demográfica.
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, e do Fundo de População da ONU, Unfpa, falam de uma queda na taxa de fecundidade na região e o envelhecimento populacional que reconfiguram estruturas das famílias latino-americanas.
No Brasil, os dados do novo relatório destacam a aproximação do fim do bônus demográfico. Até 2028, o crescimento populacional em idade ativa deixará de superar o número de dependentes.
Esse fenômeno é ocasionado pela queda na taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida.
Além disso, o avanço no envelhecimento do grupo com mais de 80 anos exige mais recursos de redes de proteção social da economia do cuidado.
Em 2024, a taxa de fecundidade na América do Sul e Central caiu para 1,8 filho por mulher, a terceira menor estatística do mundo e abaixo do valor de reposição populacional, de acordo com a Cepal e Unfpa.
Apesar disso, as ocorrências de gravidez na adolescência permanece elevada, com 50 nascimentos para cada mil jovens de 15 a 19 anos.
As agências estimam que 25% da população da América Latina e Caribe, cerca de 182 milhões de pessoas, terá 60 anos ou mais em 2050. Na faixa etária de 80 anos, predominam mulheres com maior dependência de cuidados e pensões.
Do início do século até 2024, a quantidade de pessoas por lar reduziu de 4,3 para 3,3, com destaque para os unipessoais e monoparentais chefiados por mulheres.
Em 2026, 82% da população vive em áreas urbanas. A migração regional cresceu e os trabalhadores jovens controlam temporariamente o envelhecimento nos países de destino.
A Cepal incentiva aos governos a encontrarem soluções de longo prazo em meio à nova realidade. As prioridades envolvem ampliar a participação feminina no mercado de trabalho, reformar os sistemas de previdência e investir na educação diante da diminuição da população em idade escolar.
Relatório mostra que estagnação do crescimento econômico e fraca criação de novos postos ampliam dificuldades para juventude; situação é pior para mulheres; empresas devem considerar crescimento da IA e políticas que apoiem os profissionais jovens.
Igor Garafulic enfatiza ação rápida e cooperação como virtudes do país e destaca papel de agências da ONU na resposta ágil a desastres climáticos e na reconstrução resiliente, integrando forças com a infraestrutura do país.
Em números
- As agências estimam que 25% da população da América Latina e Caribe, cerca de 182 milhões de pessoas, terá 60 anos ou mais em 2050
Fontes
Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.