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Açúcar sobe 5,6% em NY com preocupação de menor oferta global na Europa

Contratos atingem máxima em 10 meses após projeções de queda na produção europeia, enquanto expectativa de recuperação dos preços pode elevar o mix açucareiro n

4 min de leitura
Açúcar sobe 5,6% em NY com preocupação de menor oferta global na Europa

Açúcar sobe 5,6% em NY com preocupação de menor oferta global na Europa

Próximos passos

As preocupações com a queda na produção global de açúcar impulsionaram os preços futuros do açúcar na sessão desta sexta-feira (07) na Bolsa de Nova York. O vencimento futuro para entrega em outubro teve ganho de 5,65% e fechou cotado em 16,45 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, os contratos do açúcar ampliaram hoje a forte alta desta semana, com o açúcar em Nova York atingindo a máxima em 10 meses e o açúcar em Londres a máxima em 11 meses.

Segundo dados da S&P Global Energy, a produção de açúcar na União Europeia e no Reino Unido deve cair para 14,98 milhões de toneladas neste ano devido à seca e ao clima quente na Europa, que pode alcançar o menor nível desde 2015.

A StoneX destacou que os números continuam confirmando que a produção brasileira está se encaminhando para 38,8 milhões de m³ ao final da safra, conforme previsto em nossas estimativas. A analista da consultoria, Leticia Correa, aponta que a desaceleração em meados de junho não demonstra reversão da tendência, e o mix mais etanoleiro deve manter-se para o total da safra.

"Para as próximas quinzenas, podemos esperar que o mix volte-se mais para o açúcar devido à recuperação de seus preços, o que fez com que a curva de paridade entre o açúcar e o biocombustível se invertendo ao longo de julho", informou.

Barchart, os preços do café estão subindo hoje, com o Arábica registrando forte alta e atingindo a maior cotação em uma semana. "A queda de hoje no índice do dólar para a mínima em sete semanas é um fator positivo para os preços do café", destacou a análise do Barchart.

O mercado também acompanha a oferta de café Arábica continua a diminuir, com os estoques monitorados pelo ICE caindo para a menor cotação em dois anos e meio na sessão anterior.

O barchart apontou que o mercado segue acompanhando os sinais de aumento da oferta de cacau proveniente de Gana. A agência reguladora de cacau de Gana informou na quarta-feira que 750 mil toneladas de cacau foram colhidas para a safra 2025/26, que termina no final deste mês, um aumento de 25,6% em relação às 597.000 toneladas da safra 2024/25.

O aumento dos estoques de cacau também é um fator baixista para os preços, depois que os estoques de cacau da ICE atingiram o maior patamar em dois anos, chegando a 3.384.965 sacas na quarta-feira.

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com alta de 1,49% e precificado em 84,40 centavos de dólar a libra-peso.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou que as condições ainda estão bem abaixo dos níveis do ano passado e apresentou deterioração na semana passada, com a safra na fase de formação de botões florais e cápsulas.

O departamento ainda destacou que o progresso está dentro da média, com a formação das cápsulas e o fechamento dos botões florais ocorrendo em ritmo normal. Previsões e relatos de chuvas esparsas a isoladas nas áreas produtoras de algodão continuam para o Delta e o Sudeste.

De acordo com o Jack Scoville, price futures, os contratos futuros fecharam em baixa ontem e as tendências estão se revertendo nos gráficos diários, mas podem estar atingindo o pico no curto prazo. O tempo ainda está seco na Flórida.

A previsão para a próxima safra é de tempo seco, mas típico da estação, e algumas chuvas já estão sendo relatadas. O clima é considerado bom para a produção no México, mas está seco no Brasil. Ainda há relatos de chuvas isoladas no leste do Brasil, mas muitas áreas estão secando sazonalmente.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Fontes

Informação baseada em material público de CNN Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • CNN Brasillink

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