Aviso: esta reportagem contém conteúdo que alguns leitores podem considerar perturbador.
- Role, Unidade Global de Desinformação da BBC.
- Dia da independência do Brasil: a mulher que assinou separação de Portugal e foi a primeira a governar o país.
- Influenciadoras que fingem submissão aos maridos são as mesmas que gerenciam impérios multimilionários', diz autora de best-seller sobre tradwives.
- O incessante aumento da proibição de livros nas escolas públicas dos EUA.
- Crise do STF embala 7 de setembro e vira trunfo para Flávio Bolsonaro tentar recuperar força eleitoral.
- 02:58Play Vídeo, Vídeo mostra mãe e filha serem detidas pelo ICE em hospital após sofrerem acidente nos Estados Unidos, Duration 2,58.
- 02:27Play Vídeo, 'Bonitinha, mas passa o rodo': Paula Fernandes relembra machismo no início da carreira, Duration 2,27.
- 00:31Play Vídeo, Soldado ucraniano surpreende filha em aniversário, Duration 0,31.
- 00:33Play Vídeo, 'Minha família foi arrastada pela enchente diante dos meus olhos', Duration 0,33.
- 00:43Play Vídeo, As cenas chocantes após avalanche no Nepal, Duration 0,43.
- 00:35Play Vídeo, A destruição em vilarejos e estradas no Nepal, Duration 0,35.
- 00:26Play Vídeo, Enxurrada arrasta ponte e prédios no Nepal, Duration 0,26.
- 01:25Play Vídeo, Dolly Parton: 'Esqueça os peitos, escute o que tenho a dizer', Duration 1,25.
- 01:58Play Vídeo, 'Prefiro ser executada': a luta de jovem para se divorciar no Afeganistão, Duration 1,58.
- 01:27Play Vídeo, Veterinários fazem cirurgia inovadora em cobra com câncer, Duration 1,27.
- Putin não tem mais como declarar vitória na Ucrânia', diz Nobel da Paz à BBC13 agosto 2026.
- Como a Rússia manda soldados feridos de volta para a linha de frente na Ucrânia6 agosto 2026.
- Império esquecido': a época em que a Rússia colonizou a Califórnia6 setembro 2026.
- O dilema da Europa após direita radical na Alemanha obter vitória inédita desde a 2ª GuerraHá 4 horas.
- Por que Keiko Fujimori declarou estado de emergência em prisões peruanas e o que ela quer com a medidaHá 2 horas.
- Por que o Brasil continuou um só enquanto a América espanhola se dividiu em vários países?Há 5 horas.
- A apresentadora de TV condenada à morte por tráfico de drogas no Egito6 setembro 2026.
- O que esperam os 6 milhões de afegãos deportados de volta ao país governado pelo Talebã6 setembro 2026.
- Por que disputa pelas Malvinas voltou ao centro da política na Argentina? A resposta tem a ver com petróleo6 setembro 2026.
- Robert Pattinson faz 'melhor atuação da carreira' como caçador de pedófilos em novo filme, diz crítico da BBC6 setembro 2026.
- Sem luz, água, nem transporte: as frustrações da minha vida em Cuba e seus apagões6 setembro 2026.
- Sem polícia nos gabinetes: o pedido de Gilmar Mendes que expõe tensão entre ministros do Supremo5 setembro 2026.
- 6Avião de carga da Amazon deixa pelo menos 5 mortos ao sair da pista em aeroporto de Miami.
- 8Lula e Flávio aparecem empatados no 2º turno: a corrida para presidente no Agregador de Pesquisas da BBC.
- 10A apresentadora de TV condenada à morte por tráfico de drogas no Egito.
- BBC News, Vá para o conteúdo Seções A rede de propaganda pró-Rússia que explora violência sexual e usa mulheres do Exército ucraniano como iscaCrédito, Keti LeshkasheliLegenda da foto, Keti Leshkasheli descobriu que sua imagem estava sendo usada para atrair usuários a canais pró-RússiaArticle Information.
Quando Keti Leshkasheli, médica da Geórgia que serviu nas Forças Armadas da Ucrânia, voltou da linha de frente, há cerca de três anos, seu celular não parava de vibrar.
Ela se reconheceu na imagem. Era uma foto dela, tirada anos antes, em que aparece de uniforme militar em Avdiivka, cidade no leste da Ucrânia que hoje está sob ocupação russa.
Escreveram todo tipo de horror sobre mim", explicou. "Me dá raiva. Não posso fazer nada a respeito.
O Serviço Mundial da BBC identificou imagens de mais de 20 mulheres — muitas delas integrantes ou ex-integrantes do Exército ucraniano — usadas como isca para cliques nessa campanha.
As publicações nesses espaços costumam incluir anúncios com links para outros canais, grupos privados ou sites externos.
A plataforma é especialmente eficaz para atrair público, já que é o aplicativo de mensagens mais popular na Rússia. Em 2025, também foi uma das principais fontes de notícias para os ucranianos, segundo uma pesquisa nacional.
Esses anúncios haviam sido publicados por cerca de 1,7 mil canais de pequeno porte, dedicados a temas variados, como conteúdo para maiores de 18 anos, material favorável à guerra, finanças e memes.
Juntas, essas publicações acumularam mais de 65 milhões de visualizações.
A maioria seguia a mesma fórmula: usava fotos reais de mulheres, afirmava falsamente que elas haviam sido sequestradas e estupradas e incluía um link que prometia mostrar provas em vídeo.
Era uma tática deliberadamente chocante, criada para atrair público com a promessa de mostrar imagens perturbadoras.
As publicações também afirmavam que as mulheres haviam torturado soldados russos ou "defendido que crianças russas fossem queimadas vivas". Essas alegações vinham acompanhadas de insultos étnicos e de gênero.
Valentyna Shapovalova, pesquisadora que estuda desinformação de gênero, afirma que a campanha "vende a promessa de violência sexualizada como entretenimento" para "atrair e monetizar" a atenção dos usuários.
Veja Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas.
Shapovalova acrescenta que, mesmo quando não são produzidas pelo Estado, essas publicações ainda contribuem para os objetivos de guerra da Rússia, porque humilham os ucranianos e "normalizam a violência sexual contra o 'inimigo.
Ao identificar padrões e mapear as conexões entre as publicações, a BBC rastreou uma rede de canais que se beneficia dessa campanha para atrair seguidores. Seis canais ultrapassaram a marca de 1 milhão de inscritos.
A BBC analisou três dos maiores. Todos foram criados em um intervalo de 72 horas entre si, no início da invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022.
A maior parte de seu histórico de mensagens, referente ao período em que a campanha para atrair seguidores estava mais ativa, desapareceu.
O Alfa-Bank não respondeu ao pedido de comentário da BBC.
Os três canais reproduzem conteúdo da mídia estatal russa e seguem a linha do Kremlin, governo russo. Descrevem avanços militares como "libertações", apresentam a União Europeia e o Reino Unido como agressores e celebram as baixas ucranianas.
Dois deles usam regularmente insultos étnicos contra ucranianos.
Das mais de 6,5 mil publicações enganosas usadas para atrair cliques identificadas pela BBC, quase 5,4 mil foram removidas desde então.
Mas novas publicações continuam surgindo. Algumas apresentam sinais de automação: textos idênticos, inclusive com os mesmos erros de digitação, publicados simultaneamente em várias contas.
Denunciei essas contas e as bloqueei, mas são muitas", disse Yuliia Mala. "O número dessas contas falsas não para de crescer.
As denúncias formais feitas pelas mulheres cujas imagens foram usadas em publicações violentas tiveram, em grande parte, pouco efeito.
Oleksandra, cidadã russa que se ofereceu como voluntária para lutar pela Ucrânia, disse ter visto publicações com suas fotos em 2022, 2023 e 2024 em tantos canais que acabou deixando de acompanhá-las.
Vi que usavam minhas fotos e que colocavam digitalmente meu rosto sobre um corpo nu... Havia tanto conteúdo assim que, em determinado momento, parei de reagir", disse Oleksandra.
Lesia Palahniuk, conselheira regional de Chernivtsi cuja foto foi usada em publicações com linguagem obscena, afirmou que esse tipo de exposição faz com que as mulheres carreguem uma vergonha que não lhes pertence.
Para uma mulher, ver fotos assim é muito difícil", afirmou Palahniuk. "As mulheres precisam saber que não estão sozinhas, que têm apoio. Elas não fizeram nada de errado.
Guerra Rússia-Ucrânia GêneroCulturaPular Assista e continuarAssista Fim de Assista.
BBC News, Brasil © 2026 BBC. A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos. Leia sobre nossa política em relação a links externos.
Em números
- Esses anúncios haviam sido publicados por cerca de 1,7 mil canais de pequeno porte, dedicados a temas variad
- Juntas, essas publicações acumularam mais de 65 milhões de visualizações
- Seis canais ultrapassaram a marca de 1 milhão de inscritos
- Das mais de 6,5 mil publicações enganosas usadas para atrair cliques
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…