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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Senai passa a usar computador quântico educacional mais moderno do Brasil

Triangulum II será utilizado na capacitação de estudantes, pesquisadores e profissionais e pode apoiar estudos em áreas como energia, logística e finanças

3 min de leitura
Senai passa a usar computador quântico educacional mais moderno do Brasil

Estudantes, pesquisadores e profissionais em capacitação passaram a ter acesso a um novo computador quântico educacional instalado no Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan Senai, o DigiTech.

O equipamento, chamado Triangulum II, é um dos três computadores desse tipo voltados à educação existentes no Brasil e, segundo a instituição, o mais moderno do país.

Produzido pela empresa chinesa SpinQ em parceria com a empresa de tecnologia Dobslit, o computador será utilizado principalmente para formação e experimentação em uma área que ainda está em estágio inicial de adoção, mas desperta interesse em setores como óleo e gás, energia, telecomunicações, logística, serviços financeiros e tecnologia.

A proposta é preparar profissionais para entender em quais situações a computação quântica pode oferecer vantagens em relação aos sistemas tradicionais. Os computadores tradicionais trabalham com bits, representados pelos valores 0 ou 1.

Já os computadores quânticos utilizam qubits, capazes de representar diferentes combinações desses estados ao mesmo tempo. Essa característica permite realizar determinados tipos de cálculo de maneira diferente da computação convencional, especialmente em problemas que envolvem grande quantidade de variáveis.

Isso não significa, porém, que uma máquina quântica seja mais rápida em qualquer tarefa. A tecnologia foi desenvolvida para aplicações específicas e não tem como objetivo substituir os computadores atualmente utilizados.

Para a indústria, o interesse está em identificar problemas nos quais esse tipo de processamento possa trazer vantagens e transformar essas possibilidades em aplicações práticas.

Formação mira demanda futura por profissionais O presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, afirmou que a tecnologia pode ter aplicações futuras em áreas como logística, finanças, indústria farmacêutica, soberania e segurança nacional.

Segundo ele, países e empresas já disputam profissionais capazes de atuar com computação quântica, apesar de a tecnologia ainda estar em fase inicial. O equipamento será usado na formação de estudantes, pesquisadores e trabalhadores em processos de requalificação.

Empresas interessadas em capacitar suas equipes também poderão procurar o DigiTech. Para o gerente de operações do centro, Maurício de Almeida, começar a formação agora é necessário para evitar falta de mão de obra especializada no futuro.

O instrutor de cursos especiais do DigiTech, Vagner da Costa Lima, explicou que determinados cálculos que exigem muito processamento em computadores convencionais podem ser trabalhados de outra maneira em sistemas quânticos, o que pode contribuir para acelerar etapas de testes relacionados ao desenvolvimento de medicamentos e vacinas.

A área de logística também já começou a utilizar o equipamento em capacitações. A empresa de petróleo e tecnologia Technip enviou profissionais para treinamento voltado à tomada de decisões e ao processamento de problemas logísticos.

Maria Eduarda Brigida Rolim, da Technip, relatou que a atividade mostrou a necessidade de fornecer parâmetros precisos para que a máquina produza respostas adequadas.

Os computadores tradicionais trabalham com bits, representados pelos valores 0 ou 1. Já os computadores quânticos utilizam qubits, capazes de representar diferentes combinações desses estados ao mesmo tempo.

Formação mira demanda futura por profissionais.

O equipamento será usado na formação de estudantes, pesquisadores e trabalhadores em processos de requalificação. Empresas interessadas em capacitar suas equipes também poderão procurar o DigiTech.

Para o gerente de operações do centro, Maurício de Almeida, começar a formação agora é necessário para evitar falta de mão de obra especializada no futuro. “O gap da informática hoje continua sendo alto, e essas novas tecnologias exigem cada vez mais pessoas treinadas”, afirmou.

Aplicações podem chegar à indústria farmacêutica e logística.

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Fontes consultadas

  • A Críticalink