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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Primeira medalha paralímpica do Brasil completa 50 anos e tem legado celebrado

Prata conquistada por Robson Sampaio e Luiz Carlos em 1976 abriu caminho para uma trajetória que já soma 462 pódios

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Primeira medalha paralímpica do Brasil completa 50 anos e tem legado celebrado

A primeira medalha do Brasil em Jogos Paralímpicos completou 50 anos e foi lembrada nesta semana em uma homenagem no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Em 6 de agosto de 1976, Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a prata no lawn bowls, em Toronto, no Canadá, dando início a uma trajetória que levaria o país a alcançar 462 pódios paralímpicos. As medalhas históricas foram expostas na quinta-feira, 6 de agosto, no CT Paralímpico, como parte das comemorações pelo cinquentenário da conquista. O resultado ocorreu em uma modalidade que não faz mais parte do programa paralímpico. O lawn bowls é semelhante à bocha, embora sua tradução literal seja “boliche de gramado”. “É o resgate de uma história que não era contada. Se hoje temos tudo isso [no esporte paralímpico], com televisão, entrevistas, esse momento de comemoração, é porque alguém lá no passado lutou para que isso acontecesse”, afirmou Noêmia Almeida, sobrinha de Robson. Robson ajudou a abrir espaço para o paradesporto A contribuição de Robson foi além das competições. Em 1958, ele fundou o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, instituição que recebia pessoas com deficiência sem recursos para reabilitação. Robson havia ficado paraplégico após um acidente ocorrido três anos antes, enquanto trabalhava em uma fábrica de papéis nos Estados Unidos, onde teve a coluna comprimida por um rolo. Segundo Noêmia, criada como filha pelo medalhista, o desenvolvimento do esporte adaptado naquele período dependia da busca direta por apoio. “Naquela ocasião, não tinha recursos como hoje. O paradesporto não era uma política pública, então, tinha que sair batendo de porta em porta. Ele batia na porta de deputados, de quem estava no poder, para ajudar a comprar uniforme, passagens, para representar o Brasil lá fora”, contou. Robson morreu em 1987. Dupla foi ao Canadá para disputar basquete Luiz Carlos da Costa foi uma das pessoas atendidas pelo Clube do Otimismo e desenvolveu uma relação próxima com Robson. Conhecido como “Curtinho”, ele tem 79 anos e atualmente está em tratamento de Alzheimer. Segundo Paulo Robson de Almeida, sobrinho de Robson, os dois compartilharam diferentes momentos no desenvolvimento inicial do esporte em cadeira de rodas no país. “Eles sempre formaram essa dupla dinâmica no esporte. Quando se formaram os primeiros times de basquete [em cadeira de rodas], meu tio foi o primeiro cestinha brasileiro, e o Luiz Carlos acompanhou. Foi um grande escudeiro do Clube do Otimismo”, relembrou. A dupla viajou para os Jogos de Toronto inicialmente para disputar o basquete em cadeira de rodas. Naquele período, atletas podiam participar de mais de uma modalidade e os brasileiros acabaram convidados para competir também no lawn bowls. Brasil chegou ao top 5 em Paris Cinco décadas depois daquela prata, o cenário do esporte paralímpico brasileiro é diferente. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi criado em 1995 e, em 1998, passou a integrar o Sistema Nacional do Desporto por meio da Lei Pelé. A inclusão abriu caminho para o financiamento por recursos provenientes das loterias federais. Atualmente, 2,7% desses recursos são destinados ao esporte olímpico e paralímpico, sendo 15% desse percentual direcionado ao paradesporto. Outro marco ocorreu em 2016, com a criação do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Além de receber atletas de alto rendimento, a estrutura oferece iniciação gratuita em modalidades adaptadas para jovens de 7 a 17 anos com deficiências física, visual e intelectual. Nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024, o Brasil terminou pela primeira vez entre as cinco maiores potências da competição.

Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • A Críticalink