A primeira semana de setembro será marcada por uma sequência de indicadores capazes de mostrar o ritmo das economias brasileira e americana, com atenção especial para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre e para o payroll de agosto nos Estados Unidos.
Entre segunda-feira (31) e sexta-feira (4), a agenda ainda reúne dados de contas públicas, produção industrial, balança comercial e diferentes levantamentos sobre atividade e mercado de trabalho.
No Brasil, os primeiros números serão divulgados nesta segunda-feira (31), às 7h30, com a relação entre dívida bruta e PIB e o resultado primário do setor público consolidado de julho.
O resultado primário mede a diferença entre receitas e despesas antes do pagamento de juros da dívida, enquanto a relação entre dívida e PIB permite acompanhar a dimensão do endividamento público em comparação ao tamanho da economia.
O principal indicador doméstico da semana será divulgado na terça-feira (1º). Às 8h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta o PIB do segundo trimestre, com dados sobre a variação da economia em relação aos três primeiros meses do ano e ao mesmo período de 2025.
Além da taxa de crescimento, o levantamento permitirá observar o comportamento de serviços, indústria e agropecuária, além de componentes como consumo das famílias e investimentos.
O resultado também oferece uma leitura sobre a atividade econômica em um período marcado pelas condições de crédito e pelo nível da taxa Selic. Produção industrial entra no radar Na quarta-feira (2), o IBGE divulga a produção industrial de julho, com comparações mensal e anual.
O indicador acompanha a quantidade produzida pela indústria brasileira e inclui segmentos como indústrias extrativas, transformação, bens de capital e bens de consumo.
A agenda brasileira será encerrada na sexta-feira (4), às 14h, com a balança comercial de agosto. O indicador apresenta a diferença entre exportações e importações, com superávit quando as vendas brasileiras ao exterior superam as compras e déficit quando ocorre o movimento contrário.
Mercado de trabalho dos EUA será acompanhado durante a semana Nos Estados Unidos, os indicadores de emprego serão apresentados de forma gradual até a divulgação do payroll, na sexta-feira.
Na terça-feira, estão previstos o PMI Industrial, elaborado pela S&P Global, o ISM Industrial e o relatório JOLTS, que contabiliza, entre outros dados, o número de vagas abertas no mercado de trabalho americano.
Já na quarta-feira será divulgado o relatório ADP, pesquisa privada que estima a variação mensal do número de trabalhadores empregados no setor privado. O levantamento utiliza metodologia diferente daquela aplicada no relatório oficial de emprego e, por isso, não funciona como uma antecipação direta do payroll.
Na quinta-feira (3), saem os pedidos iniciais de seguro-desemprego, que mostram quantas pessoas solicitaram o benefício pela primeira vez na semana anterior. Também serão divulgados o PMI de Serviços e o ISM Não-Manufatura, dois indicadores usados para acompanhar o comportamento da atividade no setor de serviços.
Payroll fecha a semana O payroll de agosto será divulgado na sexta-feira (4) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos e reunirá dados sobre a criação de empregos fora do setor agrícola, taxa de desemprego e ganho médio por hora trabalhada.
As informações são acompanhadas pelo Federal Reserve porque ajudam a medir as condições do mercado de trabalho e podem influenciar as expectativas para a trajetória dos juros americanos.
Mudanças nessas expectativas costumam ter impacto sobre os Treasuries, títulos públicos emitidos pelo governo dos Estados Unidos, além do dólar e dos mercados de ações.
A agenda internacional ainda inclui, ao longo da semana, inflação na Alemanha e na zona do euro, decisão de juros no Canadá e dados dos estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos.