O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta nesta terça-feira uma sessão histórica, marcada por uma crise sem precedentes na própria Corte. Os ministros vão analisar o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 12h:42 - A | A.
Em jogo, está a possibilidade de abertura de uma investigação sobre um dos integrantes do tribunal.
Antes de discutir o eventual envolvimento de Moraes, o plenário terá de decidir se o relatório da PF é válido e se os elementos obtidos a partir das determinações do ministro André Mendonça podem ser utilizados.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a anulação do material, enquanto a disputa sobre a condução do caso e o acesso às provas aprofundou a divisão interna do Supremo.
O presidente da Corte, Edson Fachin, conduzirá a sessão e será o primeiro a votar, depois da leitura do relatório por Mendonça e da manifestação da PGR. Moraes, por ser diretamente citado no caso, não tem participação confirmada.
Também não está definida a presença de Dias Toffoli, que já havia se declarado impedido em julgamentos relacionados ao Banco Master.
Mais do que decidir o destino de um relatório, o Supremo terá de lidar com a própria credibilidade. A sessão expõe publicamente as divergências entre ministros e coloca a Corte diante de uma pergunta incômoda: quem fiscaliza o Supremo quando a suspeita alcança um de seus próprios integrantes.
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