Promotor afirma que não há suspeito nem motivo confirmado no caso de Eleutério Espinoza Borba.
A Polícia Nacional do Paraguai investiga se a morte de Eleutério Espinoza Borba, de 54 anos, teve relação com o tráfico de drogas em Zanja Pytã, na fronteira com Ponta Porã,a 313 quilômetros de Campo Grande.
O corpo do agricultor foi encontrado na noite de quinta-feira (27), enrolado em uma lona e com vários ferimentos provocados por arma branca. Fontes ligadas à investigação afirmaram nesta sexta-feira (28) que Eleutério teria recebido ameaças antes de ser morto.
Conforme informações do jornal paraguaio ABC Color, uma das hipóteses analisadas é de acerto de contas entre pessoas ligadas ao tráfico. A suspeita, no entanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pelo caso.
O promotor Emilio Álvarez afirmou que nenhuma possibilidade foi descartada durante a apuração. Segundo ele, ainda não existem elementos concretos que indiquem a razão do assassinato.
Eleutério estava desaparecido desde segunda-feira (24), quando saiu de casa para procurar sinal de celular e não retornou. A companheira dele, Cristina Mendoza Medina, de 26 anos, comunicou o desaparecimento às autoridades paraguaias.
Três dias depois, moradores encontraram o corpo em meio à vegetação na área rural de Zanja Pytã.
O cadáver estava envolvido por uma lona preta e apresentava vários ferimentos de arma branca. O local fica a cerca de 20 quilômetros da área urbana de Pedro Juan Caballero, no caminho para a Colônia Fortuna Guazú.
A região também fica próxima de Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã, separado de Zanja Pytã pela linha internacional.
As autoridades paraguaias agora tentam esclarecer quem matou o agricultor e qual foi a motivação.