Antes de chegar ao STF, Mendonça foi advogado-geral da União e ministro da Justiça no governo Bolsonaro. Michelle, atualmente, é candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
A manifestação de Michele ocorre em meio a uma disputa institucional envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Relator de apurações relacionadas ao Banco Master, Mendonça determinou a elaboração de um relatório sobre contatos do banqueiro Daniel Vorcaro com um interlocutor posteriormente identificado como Moraes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a anulação do documento. Para o procurador-geral Paulo Gonet, a medida seria inválida porque uma investigação envolvendo ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário da Corte.
Após o ocorrido, Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que a atuação de Mendonça fosse analisada no âmbito do inquérito das fake news. O pedido se baseou em relatórios de inteligência que apontariam possíveis indícios de parcialidade na condução de casos ligados ao Banco Master e às fraudes no INSS.
Os próprios documentos, porém, registram que as informações reunidas não possuem “lastro probatório”, ou seja, não constituem, por si só, prova das suspeitas mencionadas.
Fachin não acolheu de imediato o pedido para incluir Mendonça no inquérito e solicitou manifestações de Moraes, Mendonça, da PGR e da Polícia Federal antes de decidir sobre o caso.
O prazo para os envolvidos se pronunciarem termina em 21 de setembro.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…