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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Líder indígena e família mortos em acidente que vitimou 7 faziam intercâmbio em MS

Grupo de indígenas Guarani Mbya, de São Paulo, participava de intercâmbio cultural em aldeias de Mato Grosso do Sul; vítimas aparecem juntas em vídeo durante ri

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Líder indígena e família mortos em acidente que vitimou 7 faziam intercâmbio em MS

Líder indígena, esposa e filhos morrem em acidente durante intercâmbio em MS.

As sete pessoas que morreram no acidente entre um caminhão e um carro na noite de sexta-feira (14), na MS-295, entre Iguatemi e Japorã, estavam em Mato Grosso do Sul para participar de um intercâmbio cultural entre comunidades indígenas.

Entre as vítimas está o líder indígena Tiago Honorio dos Santos, conhecido como Tiago Karai, de 34 anos, uma das principais lideranças Guarani de São Paulo. Ele viajava com a esposa, Laudiceia Benites, de 31 anos, os dois filhos do casal, Luna Benites Santos, de 7 anos, e Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, de 14 anos, além da irmã, Cleonice Honorio dos Santos, de 42 anos.

Também morreram Ileo Benites, de 30 anos, e Genilson Euzébio Karay Mirim, de 32 anos. Todos eram moradores da aldeia Kalipety, na Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros, na cidade de São Paulo.

Um vídeo mostra as sete vítimas reunidas durante um ritual de reza. As imagens registram o grupo junto durante o momento de oração.

Segundo Onésio Dias, capitão da Aldeia Porto Lindo, os jovens que participavam do intercâmbio também eram rezadores.

A passagem pela aldeia fazia parte do projeto de intercâmbio cultural que o grupo realizava em diferentes comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

Segundo Rogério Dias, irmão de Onésio, os participantes percorriam as aldeias para trocar experiências e também levavam e recebiam sementes durante as visitas.

Ele vem para intercâmbio, tem um projeto que ele faz sempre em todas as aldeias. Ele anda em todas as aldeias, leva semente e traz semente, faz aquele intercâmbio, troca de experiência", relatou.

No caminho para encontrar a família.

Depois da passagem pela Aldeia Porto Lindo, o grupo seguia viagem. A previsão era que parte dos ocupantes fosse até a Aldeia Cerrito, em Eldorado, onde um dos integrantes tinha familiares.

De acordo com Rogério, a intenção era passar pela comunidade para descansar na casa do pai de uma das vítimas e, depois, seguir viagem para São Paulo.

A família chegou a esperar pela chegada do grupo, mas o veículo não apareceu.

Foi justamente a preocupação dos parentes que ajudou a confirmar a identidade dos ocupantes do carro após o acidente.

Entre as vítimas estava Tiago Karai. Aos 34 anos, ele era uma liderança da aldeia Kalipety e tinha atuação em defesa dos povos Guarani.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Tiago participou de iniciativas voltadas às comunidades indígenas, entre elas a criação do Comitê Interaldeias. Ele também representou os Guarani em reuniões e tratativas com o órgão em defesa dos direitos indígenas.

A esposa dele, Laudiceia Benites, também era considerada uma liderança indígena.

Como as vítimas foram identificadas.

Os corpos foram encontrados carbonizados.

Na noite do acidente, Onésio Dias recebeu a informação sobre a batida e foi até o local com uma equipe da comunidade.

Segundo ele, o carro estava prensado contra a estrutura de um caminhão carregado com milho e ainda havia fogo. À distância, era possível perceber que havia várias pessoas dentro do veículo.

Depois, integrantes da comunidade buscaram informações sobre a placa do carro. A pesquisa indicou que o veículo era uma Chevrolet Spin alugada em Minas Gerais.

Com a identificação do veículo e o contato com familiares, os indígenas começaram a confirmar que se tratava do grupo de São Paulo que estava em intercâmbio em Mato Grosso do Sul.

Quando foi possível se aproximar do veículo, também foram encontrados objetos e artesanatos indígenas no interior do carro, o que ajudou na identificação.

O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (14), na MS-295, entre Iguatemi e Japorã, nas proximidades da Terra Indígena Yvy Katu.

De acordo com as informações preliminares do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), o semirreboque que fazia parte do caminhão teria se desprendido durante o trajeto e atingido a o carro ocupado pelo grupo que seguia no sentido contrário.

Com o impacto, o carro ficou preso ao semirreboque. A estrutura tombou e pegou fogo.

Os sete ocupantes do carro morreram no local. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas e retirar as vítimas do veículo.

A Polícia Científica realizou a perícia para tentar esclarecer exatamente como o semirreboque se desprendeu e como ocorreu a colisão.

Os corpos das vítimas estão sendo encaminhados para exames de identificação e perícia. Parte foi levada para o Instituto Médico-Legal (IML) de Dourados, enquanto outra deve ser encaminhada ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande.

O motorista do caminhão envolvido no acidente já foi identificado. Segundo as autoridades, a Polícia Civil está em contato com os advogados dele para que ele se apresente e preste esclarecimentos sobre o acidente.

O Ministério Público Federal manifestou pesar pela morte dos sete indígenas e destacou a atuação de Tiago e Laudiceia como lideranças Guarani. O órgão também prestou solidariedade aos familiares e às comunidades das Terras Indígenas Tenondé Porã e Yvy Katu.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas