O Ministério da Justiça pediu à Polícia Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que avaliem o bloqueio de 80 sites que oferecem ferramentas de inteligência artificial capazes de criar imagens íntimas falsas a partir de fotografias de pessoas vestidas.
A solicitação foi encaminhada pela Secretaria de Direitos Digitais diante de indícios de violações aos direitos de mulheres, crianças e adolescentes. A relação de páginas foi apresentada pela SaferNet Brasil, que identificou serviços voltados à geração ou modificação de conteúdo íntimo por inteligência artificial, prática conhecida como “deepnude” ou nudificação.
Ministério cita riscos à privacidade Segundo a Secretaria de Direitos Digitais, essas ferramentas podem atingir direitos relacionados à intimidade, imagem, dignidade, privacidade, autonomia sexual e integridade das pessoas retratadas.
O documento também aponta que a facilidade de reprodução e circulação desse tipo de conteúdo pode provocar constrangimento, sofrimento psicológico, danos à reputação, assédio e outras formas de violência.
Dados citados pelo ministério mostram que a SaferNet identificou, em outubro de 2025, 16 ocorrências de deepfakes sexuais em escolas de dez estados, envolvendo 72 vítimas.
Em fevereiro de 2026, o levantamento foi atualizado para 173 vítimas apenas no ambiente escolar. O pedido encaminhado pelo Ministério da Justiça não representa bloqueio imediato.
Caberá à Polícia Federal e à ANPD avaliar as providências relacionadas aos 80 endereços indicados.
Ministério cita riscos à privacidade.
Quem é Baptista Junior, ex-chefe da FAB que relatou pressão por ruptura após eleição.
Ex-comandante da Aeronáutica lança livro sobre período entre 2021 e 2023 e relata reuniões em que militares discutiram medidas de exceção após a derrota de Bolsonaro.
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.