Um homem identificado como Adrian Nunes morreu após ser baleado por policiais militares durante uma abordagem na manhã deste domingo (6), no Jardim Columbia, em Campo Grande.
- 54 gramas de maconha, divididos em oito porções.
- 3,8 gramas de cocaína, divididos em 11 porções.
Segundo a Polícia Militar, ele teria avançado contra os agentes com uma faca.
A ocorrência começou por volta das 10h40, após a polícia receber uma denúncia sobre uma briga entre dois homens. Conforme o relato registrado pela PM, um dos envolvidos teria cabelo vermelho e estaria armado com uma faca.
Quando as equipes da Força Tática do 9º Batalhão e da 11ª Companhia Independente chegaram ao local, Adrian teria corrido para dentro de um terreno com várias casas.
Os policiais entraram no imóvel para tentar fazer a abordagem e montaram um cerco para impedir que ele fugisse.
Ainda segundo a versão apresentada pelos policiais, Adrian entrou em um cômodo nos fundos do terreno e não obedeceu à ordem para sair. Na sequência, teria avançado contra os agentes segurando a faca.
Diante da situação, um dos policiais efetuou três disparos com uma submetralhadora calibre . 40. Os tiros atingiram a região do tórax de Adrian.
Após os disparos, os policiais colocaram o homem na viatura e o levaram para a Unidade Básica de Saúde Nova Bahia, que fica próxima ao local. Segundo o registro policial, ele recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
O óbito foi constatado por uma médica da unidade.
Durante a perícia no cômodo onde Adrian estava, os policiais encontraram porções de drogas e uma balança de precisão.
Segundo laudos da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), foram apreendidos.
Os materiais foram encaminhados para a Denar e a balança foi apreendida na delegacia.
A faca que, segundo os policiais, estava com Adrian no momento da abordagem também foi recolhida durante a perícia. A arma utilizada pelo policial nos disparos, uma submetralhadora calibre.
40, também foi apreendida para os procedimentos relacionados à ocorrência.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como tráfico de drogas e morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.
A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias da morte.
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