Ir para o conteúdo
Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Golpistas roubam US$ 240 milhões em bitcoin e são rastreados após gastos milionários

Grupo usou falsos contatos do Google e de corretora para enganar investidor; carros de luxo, mansões e falhas digitais ajudaram o FBI a chegar aos suspeitos

4 min de leitura
Mato Grosso do Sul — imagem padrão

O crime ocorreu em agosto de 2024 e é apontado como um dos maiores roubos de criptomoedas já registrados no país. Segundo os investigadores, integrantes do grupo se passaram por representantes do Google e da corretora Gemini para convencer a vítima a fornecer acesso a informações sensíveis e códigos de segurança.

A sequência durou poucas semanas. Lam foi preso pelo FBI cerca de um mês depois do crime e tem audiência marcada para tratar de um possível acordo em que poderá se declarar culpado.

Ligações falsas abriram caminho para o golpe.

A vítima, identificada nos documentos judiciais como “Vítima 7”, estava em casa em 18 de agosto de 2024 quando recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como representante do Google.

O falso atendente afirmou que havia tentativas de invasão na conta do investidor. Em seguida, outro integrante do grupo, fingindo trabalhar para a corretora Gemini, alertou sobre um suposto ataque à carteira digital.

Segundo os promotores, os criminosos convenceram o homem a liberar acesso ao Google Drive e informar códigos de segurança. Com os dados, Lam conseguiu desviar mais de 4.

100 bitcoins. Os investigadores afirmam que Lam, Veer Chetal e Jeandiel Serrano já sabiam que a vítima era um investidor experiente e possuía grande quantidade de criptomoedas.

Grupo já aplicava golpes desde 2023.

De acordo com a acusação, os jovens se conheceram em fóruns de jogos online e já haviam participado de outros roubos milionários desde o fim de 2023, usando métodos semelhantes.

Após o desvio dos bitcoins, o grupo recorreu a pessoas especializadas em lavagem de dinheiro para movimentar os ativos por diferentes plataformas e converter parte das criptomoedas em dinheiro tradicional.

O esquema, porém, começou a ser desmontado depois de uma falha de Serrano.

Carros, mansões e US$ 4 milhões em baladas.

Em festas, segundo os investigadores, ele também entregava bolsas de grife avaliadas em dezenas de milhares de dólares a mulheres presentes no local.

Pais de suspeito foram sequestrados.

A notícia sobre a fortuna roubada circulou entre outros golpistas ligados ao mercado de criptomoedas e acabou provocando outro crime. Uma semana depois do roubo, os pais de Chetal foram abordados por homens mascarados enquanto dirigiam em Danbury, Connecticut.

O casal foi retirado do carro, e o pai foi agredido com um taco de beisebol. Os dois foram colocados em uma van com as mãos amarradas. Segundo a investigação, os sequestradores pretendiam obrigar Chetal a entregar a parte dele nas criptomoedas roubadas.

Testemunhas acionaram a polícia, e os suspeitos acabaram presos.

FBI encontrou milhões em criptomoedas.

Ele posteriormente decidiu colaborar com a investigação.

Lam também foi preso no mesmo dia, em uma das mansões que ocupava em Miami.

Ao todo, 18 pessoas foram acusadas no processo. Lam poderá se tornar o 11º integrante do grupo a se declarar culpado. Em audiência inicial, um promotor estimou que, em caso de condenação, as diretrizes de sentença poderiam recomendar uma pena de pelo menos 14 anos de prisão para ele.

Chetal se declarou culpado de acusações de conspiração em novembro de 2024 e aguarda sentença. As acusações contra Serrano ainda estão pendentes. Outros envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro já receberam penas próximas de seis anos de prisão.

A juíza federal Colleen Kollar-Kotelly, responsável pelo processo de Lam, também rejeitou a tentativa de minimizar a responsabilidade dos acusados por causa da idade.

O caso ocorre em meio ao aumento das denúncias de fraudes envolvendo investimentos em criptomoedas nos Estados Unidos. Segundo o FBI, os registros desse tipo de crime cresceram quase 50% em 2025.

*Com informações da Associated Press.

Em números

  • Carros, mansões e US$ 4 milhões em baladas
  • Ao todo, 18 pessoas foram acusadas no processo
  • Golpistas roubam US$ 240 milhões em bitcoin e são rastreados após gastos milionári

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • A Críticalink