Anália trabalhava para realizar a festa de 15 anos da adolescente, marcada para fevereiro.
A filha de 14 anos de Anália Alves Bandeira, de 43 anos, vítima do acidente na Avenida Gunter Hans, não saiu de perto do corpo da mãe desde o início do velório, às 16h de quinta-feira.
A adolescente, que completa 15 anos em fevereiro, permaneceu ao lado de Anália durante a despedida, na Capela 1 do cemitério Memorial Park, em Campo Grande. Antes de morrer, a mãe trabalhava muito para conseguir pagar a festa de 15 anos da filha.
Filha de 14 anos de Anália Alves Bandeira, morta em acidente na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande, não se afastou do corpo da mãe durante todo o velório. A vítima trabalhava para pagar a festa de 15 anos da filha.
Anália foi prensada contra um caminhão por um Chevrolet Prisma cujos freios funcionavam normalmente. A motorista, com CNH suspensa, alegou que o sol atrapalhou sua visão e foi colocada em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Cerca de 20 pessoas estavam no velório na manhã desta sexta-feira. Anália também deixou um filho de 12 anos. O sepultamento está marcado para as 10h30.
Segundo uma cunhada da vítima, que pediu para não ter o nome divulgado, a filha permaneceu ao lado do corpo durante todo o velório, sem se afastar em nenhum momento.
O marido de Anália também estava no local, mas, muito abalado, preferiu não conversar. A cunhada afirmou que a família está revoltada com a morte. Os familiares aparentavam estar bastante abalados.
Depois de alguns minutos, a equipe de reportagem foi convidada a deixar a capela para que a família pudesse seguir com a despedida em privacidade.
Anália morreu na tarde de quarta-feira, após ser atingida por um carro enquanto estava parada de motocicleta em um semáforo na Avenida Gunter Hans, no Bairro Tijuca.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da colisão. Anália estava parada atrás de um caminhão quando o Chevrolet Prisma conduzido por Suely Aparecida Silva dos Santos, de 64 anos, atingiu a traseira da motocicleta sem desacelerar.
Com o impacto, a vítima foi prensada contra a estrutura do caminhão.
A perícia constatou que não havia marcas de frenagem na pista e que o sistema de freios do carro funcionava normalmente. A motorista dirigia com a CNH suspensa e foi presa em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Após audiência de custódia, Suely foi colocada em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias. Em depoimento, ela afirmou que o sol teria atrapalhado sua visão e que não conseguiu parar o veículo a tempo.
Em números
- Cerca de 20 pessoas estavam no velório na manhã desta sexta-feira
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