Além disso, a empresa reconheceu falhas em seu sistema automático de alertas de risco. As informações aparecem em um documento de 20 páginas enviado às autoridades brasileiras para prestar esclarecimentos sobre o caso.
No documento, o Discord afirma que as evidências disponíveis indicam uma possível coordenação anterior ou paralela em outros serviços digitais. Segundo a plataforma, essa movimentação teria ocorrido antes da entrada dos usuários no servidor investigado.
A empresa argumenta que reconstruir a cronologia é importante para determinar quais informações seus sistemas poderiam identificar. Ao mesmo tempo, o Discord afirma que não pretende transferir responsabilidades para outras plataformas.
Segundo a empresa, sua capacidade de identificar e interromper situações de risco depende dos sinais disponíveis dentro do próprio serviço. Também entram nessa análise as limitações técnicas e as regras de privacidade aplicáveis.
Assim, o Discord sustenta que as ações de incitação podem ter começado antes da transmissão realizada em seus canais.
O mesmo documento registra uma falha no mecanismo automático criado para detectar situações potencialmente perigosas durante transmissões ao vivo.
Segundo as informações apresentadas, o sistema atribuiu à transmissão uma pontuação equivalente a apenas um oitavo do nível necessário para acionar as barreiras automáticas da plataforma.
Por isso, o mecanismo não identificou o risco de forma suficiente para ativar as medidas de proteção. O Discord não apresentou comentário adicional sobre esse ponto, conforme o material enviado.
ANPD determina suspensão das transmissões.
Nesta semana, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que o Discord suspenda o recurso de transmissões ao vivo. A medida seguirá até que a empresa adote mecanismos para proteger crianças e adolescentes.
Segundo a determinação, as lives devem sair do ar a partir da próxima semana. A ANPD é responsável pela fiscalização do cumprimento do ECA Digital.
A decisão ocorre enquanto autoridades analisam a atuação da plataforma no caso. Além disso, o episódio ampliou as discussões sobre mecanismos de proteção a menores em serviços digitais.
Plataforma diz que encerrou servidor antes da morte.
O Discord afirma que não transmitiu o momento da morte da adolescente. Segundo a empresa, a plataforma retirou o servidor do ar antes do suicídio após receber um alerta da polícia.
A companhia também sustenta que outras plataformas transmitiram a morte. No entanto, o material apresentado não detalha quais serviços teriam exibido esse conteúdo.
Feira será realizada de 29 de outubro a 8 de novembro, em Campo Grande, com 25 leilões, provas equestres, inclusão, rodeio e grandes shows.
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.