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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Caso sobre garimpo ligado a Mauro Mendes é enviado ao STJ

Justiça Federal atende pedido do MPF após apontamento de indícios de que ex-governador teria ligação com empresa investigada por compra ilegal de mercúrio

4 min de leitura
Caso sobre garimpo ligado a Mauro Mendes é enviado ao STJ

Uma investigação da Polícia Federal sobre a compra ilegal de mercúrio por um garimpo de Mato Grosso foi encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta sexta-feira (14), após o Ministério Público Federal apontar indícios de ligação entre a Mineração Aricá e o ex-governador Mauro Mendes (União), que deixou o governo estadual para disputar uma vaga no Senado.

Mendes contesta as suspeitas e afirma que a hipótese é absurda. O ex-governador também foi alvo, na semana passada, de outra investigação da PF, relacionada a supostas irregularidades em um acordo financeiro do Estado.

A decisão de enviar o caso ao STJ foi tomada pelo juiz Anderson Vioto Silva, da 1ª Vara Federal de Campinas, atendendo a pedido do MPF, segundo o material divulgado.

O argumento é que existem elementos indicando possível ocorrência de fatos enquanto Mendes exercia o cargo de governador, condição que levou ao questionamento sobre a competência para analisar o caso.

As apurações fazem parte dos desdobramentos da Operação Hermes, que investigou uma estrutura de comercialização clandestina de mercúrio destinado a garimpos. O MPF informou nesta sexta-feira que as investigações identificaram um esquema responsável pela movimentação de cerca de 5,4 toneladas da substância entre 2019 e 2022, com uso de documentos falsos para ocultar a verdadeira natureza das cargas.

MPF aponta vínculos com mineradora No caso encaminhado ao STJ, as investigações realizadas entre 2022 e 2023 apontaram que duas mineradoras adquiriram pelo menos 314 quilos de mercúrio sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), conforme o material apresentado.

Entre as empresas investigadas está a Mineração Aricá, que já havia aparecido nos desdobramentos da Operação Hermes por suspeita de aquisição de mercúrio sem procedência legal.

O filho de Mauro Mendes, Luis Antonio Taveira Mendes, figurava formalmente entre os administradores de empresas investigadas no período. Segundo o MPF, um dos elementos analisados é uma conversa obtida durante a investigação na qual integrantes do suposto esquema se referem ao destino de uma carga como “garimpo do Mauro Mendes”.

Reportagens produzidas ainda durante a investigação de 2023 já registravam a existência dessa referência nos diálogos apurados pela PF. O Ministério Público também apontou que a Maney Participações possuía 40% da Mineração Aricá e que a empresa pertenceria a Mauro Mendes desde 2017.

Outros integrantes da família também constavam na estrutura societária descrita no processo, segundo a manifestação citada na decisão. Para o MPF, esses elementos justificaram o envio do caso à instância superior para análise da competência, sem significar conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do ex-governador.

Mauro Mendes contesta suspeita Em nota, Mauro Mendes rejeitou a interpretação apresentada na investigação e afirmou que a suspeita “beira o absurdo”. “Beira o absurdo supor que há indício de cometimento de crime pelo fato de alguém ter dito que visitei uma empresa, que na época tinha uma participação minoritária de uma empresa ligada à nossa família.

Visitar uma empresa é crime?”, declarou. O ex-governador também questionou o momento em que o assunto voltou à discussão, três anos depois da operação e às vésperas da campanha eleitoral.

O Ministério Público também apontou que a Maney Participações possuía 40% da Mineração Aricá e que a empresa pertenceria a Mauro Mendes desde 2017. Outros integrantes da família também constavam na estrutura societária descrita no processo, segundo a manifestação citada na decisão.

A remessa ao STJ transfere para a Corte a análise da questão levantada pelo MPF. As suspeitas citadas na investigação permanecem em apuração e não representam, por si só, comprovação de crime por Mauro Mendes.

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Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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