O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (7) que não pretende retaliar os Estados Unidos em resposta ao tarifaço imposto ao Brasil. Durante sabatina da GloboNews, ele disse que uma reação desse tipo poderia prejudicar exportações e afastar investimentos americanos. Caiado classificou o impacto das tarifas como “péssimo”, principalmente para o agronegócio, mas defendeu uma negociação direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “O Itamaraty não vai ser mais um braço ideológico do PT. Eu quero trazer as boas cabeças”, afirmou. Ao ser questionado sobre uma eventual retaliação, respondeu: “Eu? Retaliar os americanos? Para acabar com o resto das exportações que nós temos e perder todos os investimentos americanos? Alguém com a cabeça sã falaria uma asneira dessa?” O candidato também disse que não colocaria o Pix em negociação e citou terras raras e nióbio entre os ativos que poderiam entrar nas conversas comerciais. “Alguém tem o que eu tenho em terras raras pesadas? Alguém no mundo tem o nióbio que eu tenho?”, declarou. Críticas às emendas parlamentares Durante a entrevista, Caiado também criticou o modelo atual de emendas parlamentares e afirmou que há uma “desestruturação do presidencialismo”. Segundo ele, em um eventual governo, os recursos das emendas seriam direcionados para obras previstas em seu próprio plano de governo. “Na minha época, nunca teve uma emenda impositiva enquanto fui senador e deputado. Nunca vi isso na minha vida”, afirmou. Caiado também voltou a defender anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e disse que adotaria a medida no primeiro dia de governo, caso seja eleito. “A anistia é para pacificar o País”, declarou.
Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.